O Movimento Democrático de Moçambique, novo partido lançado em Março, afirmou ontem que o seu líder, David Simango, foi vítima de uma tentativa de assassínio.
Simango, que é candidato às presidenciais, saiu ileso do ataque, mas dois dos seus apoiantes e ainda um polícia ficaram feridos, afirmou o porta-voz do seu partido, Geraldo de Carvalho.
O carro onde seguia Simango foi atingido por tiros no Norte do país – dois homens apoderaram-se da arma de um polícia para disparar sobre o veículo. “Aconteceu entre milhares de apoiantes em Nacala, que se tinham reunido para saudar a chegada do presidente do MDM”, afirmou o porta-voz, pondo em causa a Renamo, partido ao qual Simango pertenceu até ao ano passado.
Um porta-voz da polícia, Pedro Coça, confirmou que houve um incidente violento entre o MDM e a Renamo em Nacala mas disse não ter mais informações.
O porta-voz da Renamo Fernando Mazangoa afirmou que não tinha informação directa sobre o assunto, negando qualqueer implicação do seu partido. Acusou, ainda o MDM de tentar fazer com que partidários da Renamo se juntassem à nova formação.
David Simango foi reeleito confortavelmente presidente da Câmara da Beira (centro) nas municipais de Novembro, concorrendo como independente depois de ter recusado o apoio da Renamo. Tornou-se uma personalidade nacional depois dessa vitória surpresa.
Estão previstas eleições provinciais, legislativas e presidenciais para 28 de Outubro. O chefe de Estado Armando Gebuza, da Frelimo, no poder desde 1975, e Afonso Dhlakama, líder da Renamo, antigo movimento rebelde durante a guerra civil (1976-1992), são também candidatos à presidência.
Notícia corrigida às 22h31


