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Eleições 2012

Mitt Romney vence primárias na Florida e volta a ser o favorito dos republicanos

01.02.2012 - 05:48 Por Kathleen Gomes, em Miami

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Romney obteve um triunfo expressivo, cenário que parecia improvável há dez dias Romney obteve um triunfo expressivo, cenário que parecia improvável há dez dias  (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)
Mitt Romney obteve uma vitória robusta nas primárias republicanas na Florida terça-feira à noite e volta a ser o favorito do partido às presidenciais de Novembro.

O triunfo de Romney, com 46% dos votos, representa uma significativa recuperação para um candidato que há apenas dez dias parecia vulnerável, depois de uma pesada derrota na Carolina do Sul e da meteórica ascensão do seu rival Newt Gingrich. Este, por seu lado, é o grande derrotado da noite. Conquistou 32 % dos votos, menos 240 mil votos do que Romney. O homem que há uma semana emergiu como uma séria ameaça a Romney terá de provar doravante que a vitória na Carolina do Sul não foi uma anomalia.

Rick Santorum e Ron Paul tiveram resultados pouco expressivos na Florida, respectivamente 13% e 7%, mas praticamente não fizeram campanha neste estado. Santorum teve de abandonar o terreno a meio quando uma das suas filhas foi hospitalizada, e Ron Paul decidiu dispensar a Florida e investir nos estados que se seguem no calendário das primárias republicanas, a começar pelo Nevada, no próximo Sábado.

Os resultados na Florida trazem um novo impulso a Mitt Romney, o único dos quatro candidatos que até agora venceu duas primárias. A sua vitória é tanto mais expressiva tendo em conta que a Florida é um mega-estado, com um eleitorado maior do que o total dos três anteriores estados – Iowa, New Hampshire, Carolina do Sul – onde as primárias republicanas foram disputadas. Também é um estado mais diversificado em termos demográficos e, por isso, considerado mais representativo do resto do país. E, pelo menos desde as polémicas eleições de 2000 – Al Gore versus George Bush –, a Florida é um estado que escolhe presidentes.

Mas numa disputa eleitoral que tem sido marcada pela inconstância, ninguém parece disposto a declarar que ela está terminada. Romney é o homem do momento, mas a última semana na Florida veio agudizar ainda mais a rivalidade Romney-Gingrich, o candidato do aparelho do partido e o favorito do Tea Party. “É agora claro que esta será uma corrida entre duas pessoas: entre o líder conservador Newt Gingrich e o moderado do Massachusetts [um estado predominantemente de esquerda, onde Romney foi governador] Mitt Romney”, delcarou Gingrich ontem à noite, reagindo aos resultados.

A Florida inaugurou uma fase muito mais agressiva na campanha, dominada quase exclusivamente por ataques entre os dois candidatos. Mais do que apresentar uma mensagem em torno das suas candidaturas, Romney e Gingrich trataram de denegrir a imagem um do outro. Nos seus eventos de campanha, Romney retratou Gingrich como um oportunista que lucrou com a crise imobiliária de 2008 num estado onde o número de proprietários que perderam as suas hipotecas porque deixaram de poder pagar os seus empréstimos bancários é o maior do país. Gingrich acusou repetidamente Romney de mentir. Noventa e dois por cento dos anúncios das campanhas na Florida tiveram um tom negativo. Analistas garantem que esta é a campanha eleitoral mais suja de que há memória.

Este ano, a Florida decidiu instituir a regra “the winner takes it all”, segundo a qual o vencedor das primárias acumula todos os delegados que irão representar o partido local na convenção republicana de Agosto, em vez de distribuí-los proporcionalmente pelos candidatos de acordo com as suas percentagens de votação. Na prática, isto significa que Mitt Romney arrecadou todos os 50 delegados da Florida. Até à data, Romney conta com 84 delegados, Gingrich com 27, Ron Paul com 10 e Rick Santorum com 8. Qualquer um deles representa uma fracção mínima dos 1144 delegados que são necessários para garantir a nomeação. Gingrich inaugurou um novo slogan ontem à noite: “46 states to go” (Faltam 46 estados”), uma lembrança de que a corrida só agora começou. E de que não faz questão de desistir tão cedo.

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Mas que anormalidade

o Fidel tem razão, isto é uma corria para ver qual o mais idiota, no fim um idiota contra um ...

Miguel TT

02.02.2012 09:03

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