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Minuto a minuto: "O Egipto está livre"

11.02.2011 - 12:12 Por Maria João Guimarães, Sofia Lorena, Dulce Furtado, Pedro Crisóstomo

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Hosni Mubarak abandonou o poder depois de 18 dias de protestos Hosni Mubarak abandonou o poder depois de 18 dias de protestos (Reuters)
Mubarak abandonou o poder. O Exército egípcio anunciou que vai ser o garante das reformas no país e prometeu a realização de eleições livres e justas. Nas ruas de várias cidades do Egipto, milhões de pessoas festejam o fim de 30 anos do regime do faraó. A revolução minuto a minuto.

21h09: “Isto é incrível. Nunca vi nada assim. Nem no 25 de Abril”, diz-nos o nosso enviado Paulo Moura, no Cairo, antes da chamada cair.

20h50: A euforia não esmorece na praça Tahrir. “Todos os nossos sonhos tornaram-se realidade”, cita no Twitter o jornalista da CNN Nic Robertson.

20h36: Na praça Tahrir (Libertação), no Cairo, os jovens gritam o nome do Presidente dos Estados Unidos, conta o jornalista da NBC Richard Engel. Barack Obama falou há minutos e teve uma palavra para eles, ao falar no nascimento de “uma nova geração”.

20h30: Mais do discurso do Presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a queda de Mubarak: “Sei que um Egipto democrático pode avançar com o seu papel, não apenas na região, mas em todo o mundo”.

20h21: Barack Obama: “A voz do povo egípcio falou, as vozes foram ouvidas e o Egipto nunca mais vai ser o mesmo”. Hoje “é o princípio da transição”, disse. “Estou certo de que dias difíceis virão e que muitas questões continuarão sem resposta. Mas estou confiante de que o povo do Egipto pode encontrar as respostas”. Os últimos dias mostraram qual é o “poder da dignidade humana, que não pode ser negado”.

19h54: Hora da libertação. O Cairo festeja a queda do Presidente egípcio, Hosni Mubarak, com fogo-de-artifício na praça Tahrir. No epicentro da revolta que começou a 25 de Janeiro continua-se a gritar e a agitar bandeiras no ar: agora de alegria.

19h42: O cenário no Egipto é indescritível, twitta Sharif Kouddous. Vamos imaginar: “Cada rua está repleta de gente eufórica, a celebrar, a gritar, a dançar”.

19h29: Mais um apelo a uma “sociedade livre” no Egipto. O Presidente francês, Nicolas Sarkzy, saudou a decisão “corajosa e necessária” de Hosni Mubarak em renunciar ao poder e quer ver das “novas autoridades egípcias” o compromisso de “eleições livres e transparentes”.

19h27: “É hora de ir celebrar antes que comece o verdadeiro trabalho”, diz o activista Gigi Ibrahim no Twitter. “Viva o Egipto!”

19h23: Israel espera que a saída do Presidente egípcio, Hosni Mubarak, não implique mudanças na relação entre os dois países, afirmou um alto responsável do diário “Ha’aretz”. Israel tem um tratado de paz com o Egipto desde 1979 (Israel tem apenas mais um tratado de paz com um pais da região, a Jordânia, desde 1994).

19h19: “O comunicado militar é óptimo”, escreve no Twitter Wael Ghonim, o executivo da Google que se tornou uma figura-chave dos protestos. “Confio no nosso Exército.”

19h11: Bandeiras no ar, a multidão em festa, os militares levados em braços na praça Tahrir. São nove da noite no Egipto e todo o país está na rua. No epicentro da revolta dos últimos 18 dias, vive-se a maior festa “em décadas”, descreve o jornalista da BBC Paul Danahar.

18h57: Ainda o Conselho Superior das Forças Armadas: os militares elogiam Mubarak “pelo que deu ao país na guerra e na paz, e pela sua decisão de dar prioridade aos interesses do país.” A autoridade promete uma nova declaração em que irá “definir os passos que vão ser seguidos, sublinhando ao mesmo tempo que não há outro caminho em frente para além do legítimo a que as pessoas aspiram”.

18h47: Chegou o comunicado militar: o Exército diz que vai anunciar medidas para uma fase de transição após a queda do Presidente demissionário. Depois de “saudar os mártires” que morreram na revolução, os militares garantem que se substituirá à “legitimidade desejada pelo povo”.

18h39: “Consenso nacional” – é este o apelo de Amr Moussa, secretário-geral da Liga Árabe e ex-ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros face à “mudança histórica” trazida com a renúncia do Presidente Hosni Mubarak

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