Minuto a minuto: a batalha final em Trípoli

22.08.2011 - 09:49 Por Sérgio B. Gomes, Sofia Lorena, Dulce Furtado, Isabel Gorjão Santos, Carla Guerreiro Santos
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O regime do ditador líbio Muammar Khadafi desmorona-se depois de seis meses de guerra civil com rebeldes que lutam por uma nova liderança no país. Ontem, a rebelião, apoiada pela NATO, chegou ao centro simbólico do poder, a Praça Verde, e houve muitos festejos nas ruas. O líder líbio ainda não foi capturado. O PÚBLICO acompanhou durante o dia o desenrolar da revolução.
19h23 O ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, disse que não vê "qualquer circunstância que justifique o envio de tropas britânicas para o solo da Líbia”.
19h11 O médico Ahmed Shalabi, da organização World Medical Camp para a Líbia, disse à BBC que a situação humanitária em Trípoli “poderá tornar-se numa crise humanitária se não for obtida ajuda médica suficiente nos próximos dias". E adiantou: "Não há um número exacto das baixas neste momento mas as pessoas dizem que são pelo menos centenas.”
18h56 A chanceler alemã, Angela Merkel, sublinhou em Zagreb, no decorrer de um encontro com a primeira-ministra croata, a importância de evitar outros “banhos de sangue” na Líbia. Merkel disse também que o mundo inteiro deve ajudar o país a estabilizar depois da queda do regime. “Devemos criar rapidamente estruturas políticas que permitam uma transição da actual situação para uma sociedade pacífica, democrática e livre”.
18h46 Forças leais a Muammar Khadafi terão ajudado o filho do coronel, Mohammed Khadafi, a fugir da prisão domiciliária em que se encontrava, noticiou a Al Jazira. Segundo a estação do Qatar, apoiantes de Khadafi invadiram a casa onde Mohammed era mantido preso e libertaram-no depois de confrontos com os rebeldes que controlavam a casa. A Al Jazira disse ainda que a NATO está a cooperar com os rebeldes através de ataques aéreos ao complexo Bab al-Aziziya onde Muammar Khadafi poderá estar, em Trípoli.
18h43 O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, recebeu hoje, em Lisboa, uma delegação de empresários líbios e membros da sociedade civil ligados ao Conselho Nacional de Transição (CNT), disse à Lusa um dos participantes no encontro. O empresário Abdulla Boulsien, que participou na reunião com o chefe da diplomacia portuguesa, adiantou que a delegação composta por três elementos viajou para Portugal “com a aprovação do Conselho Nacional de Transição”, o órgão político da rebelião líbia. O encontro com Paulo Portas, adiantou Boulsien, serviu para “analisar a actual situação na Líbia” e “estudar as várias possibilidades de cooperação”.
18h37 A correspondente da CNN, Sara Sidner, relata no site da televisão norte-americana que há atiradores a disparar a partir de telhados de edifícios na Praça Verde. “Saímos dali por não saber exactamente quem eram”, disse. Os rebeldes continuam a agitar bandeiras e disparar apara o ar.
18h28 A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e membros do grupo de contacto para a Líbia decidiram que vários diplomatas irão reunir-se esta quinta-feira em Istambul para discutir os próximos passos para o país. Clinton, ao telefone com membros do grupo de contacto, reiterou o seu apoio ao Conselho Nacional de Transição e adiantou que pretende delinear o tipo de ajuda que poderá oferecer aos rebeldes.
18h26 A estação de televisão dos rebeldes líbios noticiou que as forças de Khadafi estão a “bombardear indiscriminadamente” várias áreas de Trípoli a partir do complexo de Bab al-Azizya, onde se poderá encontrar o coronel.
18h18 A localização de Khadafi mantém-se uma incógnita, mas em Trípoli circulam informações que apontam para que o coronel esteja num hospital em Tajura, a Este da capital, adianta a BBC. Não são os primeiros rumores a referir que Khadafi estará já fora do complexo de Bab al-Aziziya, o seu bastião em Trípoli, mas agora esses relatos foram divulgados pela televisão Al-Arabiya.
18h17 A União Africana teve uma reunião de emergência hoje, tendo como tema principal a situação na Líbia. O porta-voz Noureddine Mezni disse que foi “trocada muita informação” mas que se optou por não fazer declarações “porque haverá outra reunião dentro de dois dias”.


