Minuto a minuto: 30 mil já abandonaram a Líbia

24.02.2011 - 11:40 Por Dulce Furtado, Cláudia Sobral, Pedro Crisóstomo
O leste da Líbia está “libertado” e partes do Oeste do país estão também a fugir ao controlo do regime líbio. Há relatos de confrontos e os balanços de centenas ou milhares de mortos são impossíveis de confirmar. Muammar Khadafi promete lutar até ao fim para manter o controlo do país que lidera há 42 anos. O minuto a minuto da terceira revolução do mundo árabe em dois meses.
20h42 O governo dos Estados Unidos não tem qualquer razão para acreditar que Muammar Khadafi está morto, disse à Reuters um responsável norte-americano depois dos investidores dos mercados petrolíferos terem citado um rumor de que o líder líbio teria sido morto a tiro, o que fez os preços do petróleo baixar a meio da tarde.
20h27 Não sabe ao certo quantos portugueses vivem na Líbia, porque muitos deles nunca tinham informado a embaixada portuguesa que estavam no país até ter estalado a revolta – nessa altura a embaixada tinha registo de apenas 129. São mais, só não se sabe quantos. “Nós achamos que não há mais [para além dos que já contactaram a embaixada], mas podem estar no deserto ou noutro lugar qualquer sem nós sabermos”, admitiu ao PÚBLICO uma fonte da embaixada portuguesa em Trípoli.
20h26 Uma música para o dia de amanhã.
20h13 “Tripoli vai ser o último reduto de Khadafi. Encurralado e furioso, é provável que seja selvagem”, escreve o correspondente do "Guardian" Martin Chulov, que está em Bengasi.
20h01 Mais oito portugueses, numa localidade a 200 quilómetros de Trípoli, funcionários de uma empresa italiana, pediram ajuda para sair do país. “Vão ser resgatados amanhã pela empresa”, com quem o Governo português conseguiu chegar a um acordo, adiantou fonte da secretaria de Estado das Comunidades. Em Bengasi, os 56 portugueses continuam à espera de poder embarcar no ferry grego que os retirará da Líbia.
19h50 A televisão estatal líbia anuncia que “a Força Aérea destruiu o que restava de depósitos de arma que ficaram fora do controlo [das forças leais ao regime], no deserto e nas zonas rurais e inabitadas”.
19h44 A crise na Líbia já retirou dos mercados mundiais 1,2 milhões de barris de petróleo, estima a companhia petrolífera italiana Eni, que já anunciara a redução gradual da produção naquele país.“Não é muito, mas já é alguma coisa”, comentou Paolo Scaroni, presidente executivo da empresa, tendo em conta que a Líbia exporta diariamente pouco mais do que esse valor: 1,49 milhões de barris.
19h41 Os ministros do Interior da União Europeia concordaram em uníssono, numa reunião em Bruxelas, que a ameaça de um “êxodo maciço” de imigrantes da Líbia e de outras partes em convulsão no Norte de África constitui “um problema para toda a Europa”. Mas há opiniões “muito diferentes” no que toca à forma de dar resposta a esta crise, sublinha o correspondente da BBC em Bruxelas.
19h30 Obama e Sarkozy já conversaram sobre a Líbia: juntos exigem “a paragem imediata do uso da força” por parte das autoridades líbias contra o movimento de revolta no país. Os Estados Unidos fizeram saber também que estão prontos a tomar mais passos de punição do regime de Khadafi, incluindo a adopção de uma zona de exclusão aérea (para a qual é imperativa a cooperação da NATO).
19h28 A administração Obama garante que os Estados Unidos e o mundo conseguiriam fazer face a uma eventual suspensão do abastecimento de petróleo associada à crise na Líbia, avança a agência AFP.
19h20 Duzentos cidadãos britânicos já deixaram Bengasi, a bordo de uma fragata. O número é da BBC e o Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas confirma que já estão a caminho de Malta. De avião já foram retirados do país 250 britânicos. O primeiro-ministro, David Cameron, já pediu desculpa pelo atraso no repatriamento dos cidadãos a residir na Líbia.


