Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito países mais industrializados do Mundo criticaram hoje a violência no Irão, mas sem questionar a legitimidade do resultado das eleições presidenciais.
A declaração final dos responsáveis diplomáticos dos países do G8, que estão reunidos desde ontem na cidade italiana de Trieste, traduz o equilíbrio entre o desejo de uma tomada de posição “firme” sobre o Irão, expresso ontem pelo ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, e a posição russa, de respeito pela soberania iraniana.
O documento assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Itália, Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Japão e Canadá apela ao Irão no sentido de “resolver a crise rapidamente através de um diálogo democrático e por meios pacíficos”.
“Respeitamos plenamente a soberania do Irão mas deploramos ao mesmo tempo as violências pós-eleitorais que conduzem à perda de vidas humanas e apelamos ao Irão para que respeite os direitos fundamentais do homem, nomeadamente o de liberdade de expressão”
Médio Oriente: não aos colonatos
A declaração final dos oito países mais ricos do planeta refere ainda a situação no Médio Oriente e pede um regresso de todas as partes à mesa das negociações, no quadro do “road map”, incluindo o congelamento da construção de colonatos israelitas na Cisjordânia.
“Apelamos às duas partes para cumprirem as suas obrigações no quadro do ‘road map, incluindo o congelamento da construção dos colonatos (bem como do seu “crescimento natural”) e o abandono inequívoco da violência e do terrorismo”, refere o documento, citado pela Reuters.
A questão dos colonatos é um dos principais diferendos entre os Estados Unidos e Israel e o Governo israelita tem defendido o “crescimento natural” dos colonatos, ou seja a construção em colonatos já existente, que Washington rejeita.


