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Documento não contesta resultado da eleição

Ministros do G8 pedem solução pacífica para a crise iraniana

26.06.2009 - 11:10 Por Agências

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Repressão em Teerão foi contestada à porta do G8 Repressão em Teerão foi contestada à porta do G8 (NIKOLA SOLIC/Reuters)
Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito países mais industrializados do Mundo criticaram hoje a violência no Irão, mas sem questionar a legitimidade do resultado das eleições presidenciais.

A declaração final dos responsáveis diplomáticos dos países do G8, que estão reunidos desde ontem na cidade italiana de Trieste, traduz o equilíbrio entre o desejo de uma tomada de posição “firme” sobre o Irão, expresso ontem pelo ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, e a posição russa, de respeito pela soberania iraniana.

O documento assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Itália, Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Japão e Canadá apela ao Irão no sentido de “resolver a crise rapidamente através de um diálogo democrático e por meios pacíficos”.

“Respeitamos plenamente a soberania do Irão mas deploramos ao mesmo tempo as violências pós-eleitorais que conduzem à perda de vidas humanas e apelamos ao Irão para que respeite os direitos fundamentais do homem, nomeadamente o de liberdade de expressão”

Médio Oriente: não aos colonatos

A declaração final dos oito países mais ricos do planeta refere ainda a situação no Médio Oriente e pede um regresso de todas as partes à mesa das negociações, no quadro do “road map”, incluindo o congelamento da construção de colonatos israelitas na Cisjordânia.

“Apelamos às duas partes para cumprirem as suas obrigações no quadro do ‘road map, incluindo o congelamento da construção dos colonatos (bem como do seu “crescimento natural”) e o abandono inequívoco da violência e do terrorismo”, refere o documento, citado pela Reuters.

A questão dos colonatos é um dos principais diferendos entre os Estados Unidos e Israel e o Governo israelita tem defendido o “crescimento natural” dos colonatos, ou seja a construção em colonatos já existente, que Washington rejeita.

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Luis

26.06.2009 19:39

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