Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos sete países mais industrializados do mundo, o G7, concluíram um encontro em Roma para tentar encontrar uma linha comum de resposta à crise financeira, num contexto em que temem um reforço do proteccionismo. Na declaração final, prometeram combater a recessão sem distorcer o comércio livre em marcha.
A declaração também adopta um tom mais conciliador para com a China, um país não-membro, relativamente a questões de concorrência no comércio internacional, duas semanas depois de o secretário de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, ter acusado Pequim de manipular a taxa de câmbio da moeda chinesa em seu favor, ou seja, para beneficiar as exportações chinesas.
O comunicado final do encontro diz ainda que a principal prioridade agora é estabilizar a economia e os mercados financeiros, e que para isso é importante os países trabalharem em conjunto para chegar a opções políticas que maximizem o efeito colectivo. “Continuaremos a trabalhar juntos para evitar eventuais efeitos contágios e distorções", lê-se na declaração onde está bem patente a preocupação deque os governos agora preocupados em proteger empregos e as indústrias nacionais pudessem comprometer anteriores compromissos de livre concorrência.
Os representantes da Alemanha e do Reino Unido alertaram para os efeitos nefastos de uma repetição da espiral proteccionista como a que se verificou durante a Grande Depressão dos anos 1930.
Notícia actualizada às 14h50


