Ministro Luís Amado confiante na vitória do “Sim” ao referendo na Irlanda

03.10.2009 - 08:04 Por Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, manifestou-se ontem confiante na vitória do “sim” no referendo sobre a ratificação do Tratado de Lisboa, cujos resultados vão ser conhecidos hoje, um dia após a votação.
“Estamos confiantes que o povo irlandês vai votar 'sim' ao Tratado de Lisboa e assim contribuir para a superação de uma das crises mais prolongadas que a União Europeia tem tido”, afirmou aos jornalistas Luís Amado.
Para o ministro, a vitória do “não” teria “consequências muito negativas para o projecto europeu”, uma vez que “teria de ser equacionado de novo e assumir uma configuração diferente daquela que tem vindo a assumir”.
Depois de um primeiro chumbo ao Tratado de Lisboa, agora “o povo irlandês tem consciência das implicações do seu voto para o futuro da Europa no actual momento de crise internacional, de grande instabilidade, em que toda a gente olha para a Europa e espera que esta tenha condições para poder assumir as suas responsabilidades”, frisou.
Luís Amado falava à margem de um jantar de campanha do PS do Bombarral, no âmbito das eleições autárquicas, em que participou enquanto dirigente do partido.
As urnas das 43 circunscrições eleitorais na Irlanda encerraram às 22h00 de quinta-feira mas a contagem dos votos só começará este sábado, às 09h00, prevendo-se que os resultados sejam anunciados à tarde. Mais de três milhões de pessoas estão inscritas nos cadernos eleitorais.
As últimas sondagens, divulgadas no fim-de-semana passado, dão vantagem ao “sim”, com 55 a 68 por cento de intenções de voto, sobre o ‘não’, que regista 17 a 27 por cento das intenções de voto. Os indecisos correspondem a cerca de 20 por cento.
A 12 de Junho de 2008, 53,4 por cento dos eleitores irlandeses “chumbaram” o Tratado Reformador das Instituições Europeias, ou Tratado de Lisboa, num primeiro referendo, impedindo a aplicação do texto, que só pode entrar em vigor depois de ratificado por todos os 27 Estados membros UE.

