O ministro do Interior do Hamas, Said Siam, foi morto num ataque da aviação israelita à Cidade de Gaza, disse o Exército do Estado hebraico. A televisão do movimento islamista, a Al-Quds TV, também já confirmou a morte do ministro.
O diário israelita “Jerusalem Post” descreve Siam como a ligação da ala política com a militar dentro do Hamas e era responsável por várias forças de segurança em Gaza. É o mais alto responsável do movimento islamista a ser morto por Israel nos últimos três anos, continua o jornal.
No ataque morreram ainda o chefe dos serviços de segurança do Hamas, Salah Abu Shrakh, e o irmão de Said Siam.
O braço armado do Hamas (Brigadas Ezzedine al-Qassam) já ameaçou vingar a morte de Said Siam. "O seu sangue não terá sido derramado em vão. A resposta não será feita de palavras, mas de actos", indicaram as brigadas em comunicado.
Segundo o jornal hebraico de grande circulação “Yedioth Ahronoth”, a decisão de atingir altos responsáveis do Hamas foi tomada ontem. E na noite de ontem, as forças israelitas bombardearam a casa do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh.
Israel está a intensificar a ofensiva militar enquanto há progressos nas negociações de um cessar-fogo, e atingiu também o quartel-general da agência da ONU de ajuda aos palestinianos, provocando um coro de críticas, e ainda um hospital e um edifício de media estrangeiros, incluindo a agência noticiosa britânica Reuters.
A intensificação de ataques quando a frente diplomática avança não é uma estratégia nova: Israel usou-a na última guerra, do Líbano, no Verão de 2006. A ideia é consolidar ganhos militares no terreno antes de um acordo – e Israel quer desta vez ser capaz de declarar vitória, especialmente depois do falhanço no Líbano.


