Militares britânicos detidos no Irão já partiram para o Reino Unido

05.04.2007 - 08:16 Por PÚBLICO, Agências
Os 15 militares britânicos detidos no passado dia 23 de Março pelo Irão já deixaram o país em direcção a Londres num voo da British Airways que saiu da capital iraniana por volta das 5h00 (2h30 em Lisboa), do aeroporto Merabad, segundo confirmaram a rádio e a televisão oficial iranianas.
Termina assim a crise diplomática entre os dois países, que durou 13 dias e registou momentos de forte tensão.
Os 15 "marines" chegaram ao recinto do aeroporto num veículo escoltado pela polícia iraniana e foram transferidos para uma zona oficial onde apenas puderam entrar os jornalistas iraninos. Horas antes, o embaixador britânico em Teerão, Geoffrey Adams, reuniu-se com os soldados detidos. Adams e outros diplomatas acompanharam os "marines" ao aeroporto.
Os militares deixaram Teerão com alguns presentes fornecidos pelo Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e pelos Guardas da Revolução, os mesmos membros do Exército iraniano que os capturaram. Desconhece-se qual o tipo de presentes ofertados.
Numa teatral conferência de imprensa perante a televisão e centenas de jornalistas e fotógrafos, Ahmadinejad anunciou ontem a libertação dos 15 marinheiros britânicos. Durante o seu discurso, o Presidente acusou a Grã-Bretanha de não ter tido a coragem de reconhecer a violação das águas iranianas e deu a entender que Londres teria enviado uma carta em que se "compromete a que tais incidentes se não repitam. Mas a libertação não está ligada a esta carta. Deve-se à bondade islâmica".
Denunciou a campanha mediática lançada pelo Governo britânico e o seu recurso ao Conselho de Segurança da ONU e censurou o envio de uma mulher para a linha da frente.
Reafirmou ainda que o Irão está disposto a restabelecer relações com os EUA, desde que estes mudem a sua atitude. Mas desmentiu qualquer ligação entre a libertação dos britânicos e a autorização anteontem dada pelos americanos para que os cinco diplomatas iranianos presos no Iraque passem a receber assistência consular.


