Crise Irão-Reino Unido - Actualização

Militares britânicos detidos no Irão já aterraram em Londres

05.04.2007 - 12:06 Por Agências

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O grupo de 14 homens e uma mulher aterrou hoje em solo britânico O grupo de 14 homens e uma mulher aterrou hoje em solo britânico (Reuters)
Os 15 militares britânicos detidos no passado dia 23 de Março pelo Irão já aterraram em Londres, a bordo de um avião da British Airways que saiu hoje cedo de Teerão.

Os militares aterraram pouco depois das 12h00 locais (a mesma hora em Lisboa) no aeroporto de Heathrow e deverão seguir agora para a base dos Royal Marines, em Devon, onde se encontrarão com as suas famílias.

Logo após a aterragem, o primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou estar "satisfeito" pelo facto dos militares terem regressado ao Reino Unido "sãos e salvos".

O chefe do Executivo britânico sublinhou o seu contentamento face ao regresso dos "marines", por oposição à "horrível realidade" da notícia da morte de quatro soldados britânicos no Iraque, ocorrida hoje.

Blair sublinhou ainda não ter havido nenhuma espécie de transacção com o governo iraniano pela libertação dos "marines".

Termina assim a crise diplomática entre os dois países, que durou 13 dias e registou momentos de forte tensão.

Os 15 "marines" chegaram hoje cedo ao recinto do aeroporto num veículo escoltado pela polícia iraniana e tinham levantado voo da capital iraniana por volta das 5h00 (2h30 em Lisboa), do aeroporto Merabad. Antes de partirem, o Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, presenteou-os com alguns doces e artesanato típico do Irão, de acordo com jornalistas iranianos.

Numa teatral conferência de imprensa perante a televisão e centenas de jornalistas e fotógrafos, Ahmadinejad anunciou ontem a libertação dos 15 marinheiros britânicos. Durante o seu discurso, o Presidente acusou a Grã-Bretanha de não ter tido a coragem de reconhecer a violação das águas iranianas e deu a entender que Londres teria enviado uma carta em que se "compromete a que tais incidentes se não repitam. Mas a libertação não está ligada a esta carta. Deve-se à bondade islâmica".

Denunciou a campanha mediática lançada pelo Governo britânico e o seu recurso ao Conselho de Segurança da ONU e censurou o envio de uma mulher para a linha da frente.

Reafirmou ainda que o Irão está disposto a restabelecer relações com os EUA, desde que estes mudem a sua atitude. Mas desmentiu qualquer ligação entre a libertação dos britânicos e a autorização anteontem dada pelos americanos para que os cinco diplomatas iranianos presos no Iraque passem a receber assistência consular.

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O peixe não mordeu a isca...

O peixe não mordeu a isca

Anónimo

06.04.2007 02:04

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