Milícias favoráveis ao Governo de Mogadíscio tomam duas posições no Sul da Somália

19.08.2009 - 11:40 Por PÚBLICO
Milícias pró-governamentais que actuam no Sul da Somália ocuparam hoje uma segunda localidade, numa altura em que a frágil administração do Presidente Sharif Ahmed procura esmagar os rebeldes fundamentalistas, contaram testemunhas citadas pela Reuters.
Habitantes da região de Gedo, na fronteira com o Quénia e a Etiópia, disseram que milícias fortemente armadas, incluindo o grupo Ahlu Sunna Waljamaca, entraram na localidade de Luuq, depois de na segunda-feira terem conquistado Bulahawa.
Luuq estava anteriormente em poder dos fundamentalistas islâmicos do Hizbul Islam, que fugiram quando os seus inimigos se aproximaram. E Bulahawa encontrava-se sob o controlo da Al Shabaab (A Juventude), outro grupo afim, acusado pelos Estados Unidos de representar na Somália a rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden.
Há 18 anos que o país anda em guerra civil, tendo-se tornado terreno de manobra para grupos extremistas, enquanto a administração de Sharif Ahmed só se aguenta graças ao apoio dos Estados Unidos. A secretária de Estado, Hillary Clinton, esteve a semana passada reunida com ele, em Nairobi, a capital queniana.
Washington já enviou mais de 40 toneladas de armas e de munições para Mogadíscio, mas a Reuters afirma não saber se isto tem algo a ver com os ganhos que as milícias pró-governamentais conseguiram esta semana.
O que um porta-voz dos homens que tomaram Luuq disse foi que havia entre eles soldados etíopes, de acordo com o apoio que desde há anos as autoridades de Addis-Abeba têm vindo a dar a todos os que procuram aguentar em Mogadíscio uma administração que consiga resistir ao fundamentalismo islâmico.
Por outro lado, os Estados Unidos acusam a Eritreia, outrora ocupada pela Etiópia, de apoiar os fundamentalistas que combatem as autoridades somalis.

