David Miliband, ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, dado como o favorito para o cargo de Alto Representante para a Política Externa da União Europeia (UE), retirou-se da corrida, deixando os socialistas europeus, os seus principais promotores, sem um candidato óbvio.
De acordo com Martin Schulz, líder do grupo socialista no Parlamento Europeu (PE), Miliband recusou o cargo, por, tudo indica, preferir permanecer no Governo até as eleições legislativas de Março de 2010.
Franco Frattini, chefe da diplomacia italiana, considerou de imediato que a retirada de Miliband abre "excelentes perspectivas" para a candidatura de Massimo d'Alema, ex-primeiro-ministro italiano e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.
D'Alema tem sido considerado uma alternativa possível a Miliband, embora os países de Leste tenham manifestado reservas devido ao seu passado comunista.
Uma decisão sobre o preenchimento dos cargos de alto representante e de presidente do Conselho Europeu, criados no Tratado de Lisboa, deverá ser tomada pelos lideres dos Vinte e Sete durante uma cimeira que deverá ser convocada pela presidência sueca da UE para os próximos dias.
No quadro de um acordo concluído entre as duas principais famílias políticas europeias, o presidente do Conselho deverá ser um conservador - sendo o nome mais falado o do primeiro-ministro belga Herman Van Rompuy - e o alto representante um socialista.


