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País diz que medidas violam regras do comércio internacional

México pede explicações na OMC aos países que restringiram importações de carne de porco

06.05.2009 - 14:59

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As autoridades de saúde garantem que não há qualquer risco de contágio através do consumo de carne de porco cozinhada As autoridades de saúde garantem que não há qualquer risco de contágio através do consumo de carne de porco cozinhada (Edgard Garrido/Reuters)
O Governo mexicano enviou uma carta aos estados-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) para pedir explicações às restrições impostas por alguns países às importações de carne de porco, cujo consumo, garantem as autoridades sanitárias, não representa risco de transmissão da gripe A H1N1.

Um diplomata mexicano acreditado junto da organização internacional citou os casos do “Equador, Emirados Árabes Unidos, Bolívia, Honduras, China, Rússia, Ucrânia e Azerbaijão”, sublinhando que as medidas por eles adoptadas – proibição ou restrição da importação de carne e produtos derivados de porco oriundos do México – “violam as regras sanitárias e fitossanitárias da OMC”.

Antes de decidir uma resposta, o Governo mexicano pediu explicações formais a todos os membros da OMC sobre as medidas adoptadas e a “supressão imediata” das restrições impostas às suas exportações.

Ao contrário dos restantes estados citados, a Rússia e o Azerbaijão não são membros da OMC, mas detêm estatuto de observadores, pelo que terão sido também informados da iniciativa mexicana.

O director-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, reafirmou ontem que não foram encontrados quaisquer indícios de que as criações de porcos tenham estado na origem do actual surto de gripe, ainda que a nova estirpe do vírus contenha material genético que indicia a sua passagem por suínos.

Desde o início do surto, declarado no dia 23 de Abril, 1516 pessoas, a grande maioria no México e Estados Unidos, adoeceram e há confirmação de 30 casos mortais, a quase totalidade no início da actual epidemia. Houve apenas uma criação de porcos onde o vírus foi detectado, numa quinta do Canadá, mas segundo as autoridades veterinárias terá sido um trabalhador que regressara recentemente do México a infectar os animais.

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