O primeiro-ministro, Ariel Sharon, foi submetido esta noite “com sucesso” a uma traqueotomia, anunciou o porta-voz do Hospital Hadassah, em Jerusalém.
“A operação decorreu com sucesso e o primeiro-ministro foi de imediato transferido para o serviço de neurocirurgia”, afirmou Ron Krumer, pouco depois da conclusão da intervenção.
O porta-voz sublinhou ainda que o exame cerebral a que Sharon foi submetido antes da operação “não revelou qualquer alteração” na actividade neurológica do primeiro-ministro, em coma há dez dias. Segundo o último comunicado médico, “o estado de saúde do primeiro-ministro permanece grave mas estável”.
Durante a intervenção desta tarde, realizada com recurso a anestesia geral, os médicos efectuaram uma pequena incisão na garganta de Sharon, a fim de ligar directamente o respirador à traqueia.
Segundo os médicos, a operação visa melhorar a respiração e evitar lesões no sistema respiratório, que poderiam ocorrer se não fosse retirado o tubo inserido na garganta de Sharon no dia em que foi internado.
Felix Umansky, o chefe da equipa médica que assiste o primeiro-ministro, aproveitou para criticar a imprensa pelo que diz ser o “pessimismo” das notícias surgidas nos últimos dias. O doutor Umansky afirma que a recuperação de Sharon é “um processo lento” que não se compadece com a “impaciência” dos meios de comunicação.
Contudo, vários peritos exteriores ao hospital sublinham que o facto do primeiro-ministro permanecer em coma, uma semana depois dos médicos terem começado a diminuir os sedativos, indicia que ele poderá não acordar do coma ou recuperar apenas capacidades cognitivas muito básicas.



