A justiça venezuelana condenou sete polícias por terem favorecido o golpa contra o Presidente Hugo Chávez, em 2002. O líder bolivariano foi afastado do poder durante dois dias mas acabou por ser reconduzido.
Os condenados foram três comissários e seis agentes, todos da polícia metropolitana de Caracas. Iam acusados de ter deixado que uma manifestação da oposição acontecesse à porta do palácio presidencial. O protesto resultou então em 17 mortos.
Nas alegações que fez, o delegado do procurador, Antonio Molina, disse que a sentença “foi motivada pelo facto da morte e dos ferimentos [das vítimas] constituírem uma violação dos direitos humanos”.
Dois dos agentes foram condenados a 30 anos de prisão, a pena máxima prevista na legislação do país, cinco a penas dos três aos 17, e um absolvido.
O advogado dos réus, José Luis Tamayo, anunciou que ia recorrer das sentenças, ditadas, disse, “sem provas”, denunciando ainda o que chamou de um “processo político”.
Depois da manifestação, as principais autoridades militares retiraram o seu apoio ao Presidente Chávez, que na sequência disso foi detido. Reencontraria a liberdade e seria reconduzido ao cargo dois dias depois em resultado de um enorme protesto popular.


