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Em reacção aos protestos da oposição

Manifestantes pró-governo nas ruas de Banguecoque

30.11.2008 - 17:57 Por PÚBLICO

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“Não ao golpe” militar era a palavra de ordem dos manifestantes pró-Governo “Não ao golpe” militar era a palavra de ordem dos manifestantes pró-Governo (Sukree Sukplang/Reuters)
Milhares de manifestantes pró-governo desceram hoje à rua na capital tailandesa, Banguecoque, em reacção às manifestações dos militantes pró-monárquicos que na passada segunda-feira lançaram um “combate final” contra o Executivo de Somchai Wongsawat e ocupam há vários dias os dois aeroportos civis da cidade.

Vestidos de vermelho, a cor dos apoiantes de Somchai e de Thaksin Shinawatra, o ex-chefe do Governo no exílio e que foi deposto por um golpe militar em 2006, os manifestantes – 15 mil segundo a AFP, 30 mil de acordo com a Reuters - reuniram-se a alguns quilómetros da sede do Executivo, ocupada desde Agosto pelos militantes “amarelos” da Aliança do Povo para a Democracia (PAD, pró-monárquico).

“Não ao golpe [militar]” era a palavra de ordem dos manifestantes pró-Governo, numa altura em que a tensão não pára de crescer em Banguecoque. A polícia não consegue desalojar os milhares de manifestantes que ocupam os dois aeroportos de Suvarnabhumi (internacional) e Don Muang (doméstico), mantendo a Tailândia quase isolada do exterior desde terça-feira. Mais de cem mil turistas estrangeiros estão actualmente bloqueados no país.

As autoridades policiais voltaram hoje a exigir aos manifestantes do PAD que abandonem os aeroportos, ameaçando-os com multas e prisão, mas não recorreram à força. A partir de agora, a polícia terá de funcionar como um tampão entre os militantes pró-monárquicos e os pró-governamentais. Estes últimos prometem continuar a manifestar-se até dia 4 de Dezembro, para não deixar a rua nas mãos dos monárquicos. A PAD procura criar uma situação que leve o Exército a intervir, convocando novas eleições e obrigando à demissão do Executivo.

“Reunimo-nos aqui hoje para proteger o sistema democrático e dizer que não queremos um golpe de Estado”, disse um líder pró-governamental, Jatuporn Prompan, citado pela agência AFP. “O grupo permanecerá aqui até 4 de Dezembro”, afirmou.

Na noite de sábado, uma granada atirada contra os manifestantes pró-monárquicos que se encontram na sede do Governo causou 46 feridos.

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Falso

Mais rigor por favor!!! Dizer que existem manifestantes pró-monárquicos e outros pró-governamentais ...

MJ Sequeira

01.12.2008 09:49

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