Uma dezena de polícias ficaram hoje feridos em confrontos em Chisinau, a capital moldava. Os opositores, na maioria estudantes segundo a Reuters, continuam na rua: já entraram no Parlamento e derrubaram a porta dos gabinetes da presidência onde partiram janelas, apesar dos canhões de água disparados pela polícia, descreve a agência.
Cerca de dez mil pessoas participavam numa manifestação contra a vitória do Partido Comunista Moldavo, no poder, nas legislativas de domingo, explica a AFP. É o segundo dia de protestos.
Alguns conseguiram entrar no edifício do Parlamento e a partir daí lançaram cadeiras, mesas e papéis para a rua, incendiando-os, observou um fotógrafo da Reuters. Um pequeno grupo de jovens seguiu para a sede da presidência, lançando pedras e depois partindo vidros, enquanto gritavam “Abaixo o comunismo” e “Exigimos uma nova contagem dos boletins”, empunhando bandeiras da Moldávia .
“A eleição foi controlada pelos comunistas, eles compraram toda a gente”, disse à Reuters Alexei, um estudante. “Não teremos futuro com os comunistas porque eles só pensam em si mesmos.”
Os protestos prosseguem diante das sedes do governo e da comissão eleitoral e os manifestantes mantêm bloqueada a principal artéria da cidade, a avenida Etienne, descreve a agência francesa.
O Partido Comunista, pró-europeu, conseguiu nestas eleições votos suficientes para uma maioria absoluta no Parlamento desta antiga república soviética. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa considerou que as eleições decorreram em geral de acordo com as normas internacionais.


