Mais de 400 pessoas estão desde o início da tarde de hoje às portas de Díli, na zona ocidental da cidade, para entrarem na cidade, disse à Lusa fonte militar internacional. A reunião da Fretlin, que poderá decidir hoje uma eventual saída de Mari Alkatiri da chefia do governo, ainda continua a decorrer na capital timorense.
Os manifestantes, que são liderados pelo major Alves Tara, coordenador geral da auto-denominada Frente Nacional Justiça e Paz, são maioritariamente provenientes do distrito de Ermera e exigem a demissão do primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Entre eles estão alguns dos manifestantes que desde quinta-feira se concentraram em Díli e que, ontem à noite, saíram em grande número da capital timorense.
A fonte militar internacional contactada pela Lusa disse também que as viaturas e os seus ocupantes estão a ser alvo de revista e controlo para detecção de armas e explosivos, com ajuda de equipas cinotécnicas (homens e cães).
Depois, à medida que são autorizados a entrar na cidade, grupos de 50 viaturas são escoltadas por militares da Malásia até uma zona preparada por militares australianos junto ao Palácio do Governo.
O trajecto não incluiu a passagem defronte da sede do comité central, sendo as pessoas desviadas por uma estrada paralela, chamada Banana Road, que liga o bairro de Comoro até à entrada da cidade.
Esta movimentação coincide com a reunião, em Díli, na sede do comité central da Fretilin, deste órgão partidário para escolher um possível sucessor para a eventual demissão de Mari Alkatiri da chefia do Governo. A reunião do comité central começou uma hora depois do previsto, às 11h05 locais (3h05 de Lisboa) e ainda decorre, sem que tenha havido qualquer informação sobre o decorrer dos trabalhos.



