As manifestações de segunda-feira em Teerão, contra a reeleição do Presidente Mahmoud Ahmadinejad, resultaram em sete mortos, anunciou hoje a estação oficial Radio Payam.
“Vário vândalos quiseram atacar um posto militar e vandalizar os equipamentos públicos da praça Azadi. Infelizmente, sete pessoas morreram e várias outras ficaram feridas”, noticiou.
A praça é um dos locais onde ontem se juntaram centenas de milhares de pessoas para os maiores protestos desde a criação da República Islâmica em 1979.
Um fotógrafo iraniano viu pelo menos um corpo, ontem à tarde, depois de manifestantes terem tentado tomar a base da milícia islâmica Bassiji e os seus ocupantes terem aberto fogo contra eles.
Uma fonte da AFP afirmou que, segundo os serviços de emergência da capital iraniana, haveria pelo menos oito mortos – uma informação que não foi confirmada à agência pelos serviço de medicina legal, que depende do Ministério da Justiça.
Os bassiji dependem dos Guardas da Revolução, o exército ideológico do regime.
Alguns sites estudantis afirmam que dormitórios foram alvos de ataques violentos daquela milícia, no domingo à tarde, que terão feito também vários mortos. O presidente do parlamento, Ali Larijani, afirmou hoje que o Ministério do Interior “é responsável e deve responder” pelos incidentes.
Segundo a agência Irna, os apoiantes de Ahmadinejad – que entretanto viajou para uma cimeira na Rússia – prevêem hoje protestos na capital, no mesmo local onde duas horas depois decorrerão as manifestações pró-Mir-Hossein Mousavi.
O moderado Mousavi apelou no seu site para que a nova manifestação, prevista para as 17h00 (13h30 em Lisboa), seja “calma e pacífica”.
A agência semi-oficial Fars cita uma organização pró-Governo afirmando que “em sinal de protesto contra a recente agitação pública e destruição da propriedade pública”, haverá uma manifestação na praça Vali-ye Asr.




