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Forças paramilitares estão em alerta para situações de violência no país

Manifestações e edifícios incendiados no Paquistão após morte de Bhutto

27.12.2007 - 16:34 Por Agências

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 (Akram Shahid/Reuters)
Um tribunal, habitações, lojas e viaturas foram já incendiados após a morte da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, hoje, num atentado nos arredores de Islamabad. Em Peshawar (noroeste), centenas de pessoas manifestaram-se nas ruas contra o ataque que vitimou Bhuto e outras 16 pessoas, tendo a polícia dispersado a multidão com bastonadas e gás lacrimogéneo.

Em Jacobabad, no Sul do Paquistão, um tribunal e outro edifício público foram incendiados. A população em fúria incendiou ainda vários estabelecimentos propriedade do primeiro-ministro, Mohammedmian Soomro, nomeado a 16 de Novembro pelo Presidente Pervez Musharraf, na chefia do Governo de transição responsável pela organização das eleições legislativas previstas para 8 de Janeiro.

Cartazes de Soomro foram igualmente incendiados e manifestantes bloquearam as ruas de Jacobabad, cidade da província de Sind, um dos feudos do Partido do Povo Paquistanês de Bhutto, líder da oposição.

Em Peshawar, cidade frequentemente palco de violência situada junto à fronteira com o Afeganistão, a polícia dispersou com bastões e granadas de gás lacrimogéneo mais de uma centena de manifestantes que protestavam pelo atentado que matou Bhutto, regressada há dois meses do exílio para participar nas legislativas.

A polícia interveio quando os manifestantes bloquearam a rua principal da cidade enquanto incendiavam cartazes e gritavam palavras de ordem contra o presidente paquistanês, Pervez Musharraf. Segundo as agências internacionais, a dispersão foi acompanhada de tiros esporádicos disparados aparentemente para o ar por populares.

Uma esquadra da polícia foi atacada pelos manifestantes, que lançaram pedras contra o edifício, assim como vários automóveis particulares.

A cidade de Multan (centro) também foi palco de uma manifestação de cerca de 100 apoiantes do Partido do Povo Paquistanês, de Benazir Bhutto, que queimaram pneus e bloquearam a circulação automóvel.

Em Carachi, cidade do sul do país onde a ex-primeira-ministra foi alvo de um primeiro atentado - do qual escapou ilesa - horas depois de regressar ao país depois de oito anos de exílio, os manifestantes incendiaram pelo menos 20 habitações. O comércio de Carachi encerrou hoje e centenas de manifestantes saíram às ruas, incendiaram pneus e bloquearam estradas. Confrontos entre manifestantes e a polícia nesta cidade resultaram, segundo fonte policial, em ferimentos a tiro em quatro agentes.

As forças de segurança, que incluem as tropas paramilitares e a polícia, foram colocadas em estado de alerta, segundo o Ministério do Interior.

Pelo menos 16 pessoas, além de Benazir Bhutto, morreram no atentado suicida cometido hoje em Rawalpindi, nos arredores de Islamabad, que provocou ainda 56 feridos graves, segundo o último balanço oficial do Governo paquistanês.

Segundo Mohammad Shahid, da polícia local, um bombista suicida terá disparado primeiro sobre Bhutto quando abandonava um comício político em Rawalpindi, antes de fazer detonar os explosivos que transportava.

Bhutto, de 54 anos, que foi atingida no pescoço, não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer no hospital de Rawalpindi.

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Fanatismo sem fim

Em nome de um fanatismo que extrapola todos os princípios de civilidade, a soberania do povo ...

Anónimo

27.12.2007 20:46

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