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Apoiantes de Etienne Tshisekedi provocam o caos

Manifestação violenta em Kinshasa de opositores à realização de eleições

25.07.2006 - 19:43 Por AFP

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Os manifestantes destruíram material de campanha de candidatos às presidências e legislativas de domingo Os manifestantes destruíram material de campanha de candidatos às presidências e legislativas de domingo (Jerome Delay/AP)
Uma manifestação violenta de opositores à realização de eleições no próximo domingo na República Democrática do Congo foi registada hoje em Kinshasa, levando à intervenção das forças de intervenção da polícia congolesa, que acabaram por dispersar os manifestantes.

Pelo menos 500 militantes da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), de Etienne Tshisekedi, atacaram várias pessoas e jornalistas na zona este da capital congolesa, apedrejando as forças de ordem e destruindo material de campanha eleitoral de candidatos às presidências e legislativas do país, como bandeiras e cartazes.

Antes o início da manifestação, que foi autorizada pelo governador de Kinshasa, jovens manifestantes começaram a destruir cartazes eleitorais, gritando frases como “Não às eleições no Congo a 30 de Julho sem Tshisekedi" ou “Nenhuma mesa de voto será aberta a 30 de Julho”.

A UDPS de Tshisekedi boicota o processo eleitoral e não apresentou nenhum candidato ao escrutínio de domingo, ao qual concorrem 33 candidatos presidenciais e 19 mil candidatos às legislativas. Estão registados 50 mil locais de voto.

Durante mais de duas horas, os militantes da UDPS gritaram frases hostis aos estrangeiros e chamaram o Presidente Joseph Kabila e o vice-presidente Azarias Ruberwa de “ruandeses” e o vice-presidente Jean-Pierre Bemba de “traidor”. Todos são candidatos à presidência da República Democrática do Congo. A nacionalidade congolesa de Kabila, que viveu vários anos no exílio na Tanzânia e no Uganda, foi por várias vezes questionada por alguns dos seus adversários.

Azarias Ruberwa, tutsi congolês e líder de um antigo grupo rebelde apoiado pelo Ruanda durante a última guerra na República Democrática do Congo (1998-2003), é considerado por vários congoleses como um estrangeiro. Quanto a Jean-Pierre Bemba, homens de negócios vindo da liderança de um grupo rebelde apoiado pelo Uganda, é acusado de “traidor” pelos militantes da UDPS, “por trabalhar com estrangeiros”.

“Se Kabila for proclamado Presidente da República, todos os estrangeiros serão queimados em Kinshasa", afirmou um jovem militante da UDPS, em declarações aos jornalistas.

Após o primeiro lançamento de granadas de gás lacrimogéneo, os manifestantes começaram a destruir viaturas e tentaram bloquear o acessos a várias ruas da zona este de Kinshasa. Agentes da polícia de intervenção receberam o apoio de uma unidade da guarda presidencial, que disparou várias vezes para o ar, para dispersar os manifestantes.

A situação acabou por ficar mais calma e a circulação naquela zona da cidade foi regularizada.

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