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Com mais de três horas de atraso

Malam Bacai Sanhá tomou posse como Presidente da Guiné-Bissau

08.09.2009 - 15:34 Por Jorge Heitor

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Malam Bacai Sanhá, do Partido Africano da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), tomou hoje posse como Presidente guineense, em cerimónia que decorreu durante a tarde no Estádio 24 de Setembro, em Bissau. Eram 14h40 locais (15h40 em Lisboa).
Malam Bacai Sanhá  irá coabitar com o Governo de Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC Malam Bacai Sanhá irá coabitar com o Governo de Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC (Joe Penney/REUTERS)

Estiveram presentes os seus homólogos de Cabo Verde, Pedro Pires, Senegal, Abdoulaye Wade, Gâmbia, Yaya Jameh, Nigéria, Umaru Yar’Adua, Burkina Faso, Blaise Campaoré, e República Árabe Saraui Democrática, Mohamed Abdelaziz. Bem como o vice-presidente do Parlamento angolano, João Lourenço, e o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.

Outros convidados para a cerimónia foram o primeiro-ministro da República da Guiné (Conacri), Kobine Komara, o vice-primeiro-ministro timorense José Luís Guterres, o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusi, o duque de Bragança e o secretário-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que é o guineense Domingos Simões Pereira.

As Nações Unidas fizeram-se representar pelo secretário-geral adjunto para os assuntos políticos, o eritreu Hailé Menkerios.

A cerimónia principiou com mais de três horas e meia de atraso devido à chegada tardia do Chefe de Estado nigeriano, actualmente na presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Foi transmitida em directo pela televisão guineense e pela RDP-África.

Enquanto se preenchia o tempo para que a cerimónia arrancasse, o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior foi circulando pelo estádio, segundo a Lusa abraçado ao líder do Partido da Renovação Social (PRS), Kumba Ialá, candidato derrotado na segunda volta.

Sanhá foi o vencedor da segunda volta das presidenciais guineenses, dia 26 de Julho, sucedendo assim a João Bernardo “Nino” Vieira, assassinado em Março, em circunstâncias ainda por esclarecer. Anteriormente, como presidente da Assembleia Nacional, ele já chefiara interinamente o Estado em 1999/2000, depois da deposição de “Nino” por uma junta militar, no termo do primeiro período em que esse antigo guerrilheiro esteve no poder.

Sanhá, de 62 anos, é o quarto Presidente efectivo da Guiné-Bissau, depois de Luís Cabral, “Nino” Vieira e Kumba Ialá. Mas entretanto também houve outros dois presidentes interinos: Henrique Pereira Rosa e Raimundo Pereira, este último desde há seis meses.

O novo chefe de Estado irá coabitar com o Governo de Carlos Gomes Júnior, líder do PAIGC, num sistema que ele próprio referiu como semi-presidencial. E é em conjunto que os dois homens terão de decidir se mantêm ou substituem o actual Estado-Maior General das Forças Armadas, chefiado por José Zamora Induta, capitão-de-mar-e-guerra, posto equivalente ao de coronel do Exército.

O boletim confidencial “Áfricamonitor intelligence” adiantava hoje, em Lisboa, que Sanhá deverá confirmar Zamora Induta e promovê-lo ao posto de almirante.

Os principais parceiros das Forças Armadas têm vindo a preconizar uma reforma das Forças Armadas, como forma de se contribuir para a estabilidade da Guiné-Bissau, que segundo a CIA é um dos seis países e territórios menos desenvolvidos do mundo, com um rendimento per capita inferior aos do Níger, da Serra Leoa e da Eritreia.

“As Forças Armadas da Guiné-Bissau são uma estrutura invertida, que tem muito mais oficiais e sargentos do que praças. Portanto, há que começar a trabalhar para inverter esta pirâmide numa pirâmide lógica, e o número de soldados tem que aumentar e o número de quadros de comando tem que diminuir”, disse em Julho o general espanhol Juan Verástegui, chefe da missão da União Europeia de apoio à reforma do problemático sector guineense da segurança.

Os chefes dos Estados-Maiores do Benin, Cabo Verde, Gâmbia, Nigéria e Senegal chegaram esta semana a Bissau para “ajudar a encontrar soluções práticas para os muitos desafios políticos e de segurança que ameaçam lançar o país numa instabilidade ainda maior” do que aquela em que até agora tem vivido.

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Comentário + votado

sonhar sem dormir.amo-te Gbissau

Pois estamos a espera do entendimento,respeito,dignidade e o progresso.cada filho de Guine deve ...

A.M.GAIO

09.09.2009 09:53

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