Mais de três mil pessoas chegaram nos últimos dias à pequena ilha italiana de Lampedusa, a 200 quilómetros da costa da Tunísia. O forte afluxo de migrantes estará relacionado com as boas condições climatéricas.
A maior parte são somalis e nigerianos, mas também há norte-africanos que fogem da violência na Líbia, noticiou a BBC.
Nesta terça-feira à noite, a guarda costeira italiana interceptou uma embarcação com 300 migrantes, incluindo mulheres e crianças. Também nesta semana, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou que 1500 pessoas morreram durante a travessia devido às más condições dos barcos e por estes estarem sobrelotados.
Segundo o ACNUR, desde o início do ano, chegaram à Itália 52 mil pessoas oriundas do Norte de África, a maioria da Líbia, embora poucos tenham nacionalidade líbia.
A pequena ilha tem estado a tentar gerir o afluxo que se iniciou no último fim-de-semana. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, prometeu em Abril resolver a situação em Lampedusa, transferiu recém-chegados para centros de acolhimento noutras zonas do país e estabeleceu acordos de repatriação com a Tunísia.
Entretanto, a agência de notícias italiana Ansa informou que um grupo de tunisinos pôs esta semana fogo a colchões num centro na Sícilia. Noutro incidente perto de Malta, que ocorreu nesta terça-feira, migrantes do norte de África lançaram pedras e outros objectos a polícias e soldados como forma de protesto contra as condições em que se encontram.



