Mais de duas mil pessoas, “na sua maioria cidadãos russos”, já morreram na Ossétia do Sul, desde o início da ofensiva da georgiana nessa região separatista, afirmou hoje o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Grigori Karassine.
Karassine forneceu este balanço durante uma conferência de imprensa em Moscovo, retransmitida pela televisão.
A maioria dos habitantes da Ossétia do Sul dispõe de um passaporte russo, apesar da região fazer oficialmente parte da Geórgia.
O primeiro-ministro russo Vladimir Putin declarou ontem em Vladikavkaz (Cáucaso norte) que o conflito armado na Ossétia do Sul tinha feito “dezenas” de mortos e “centenas de feridos”.
O Presidente georgiano Mikheil Saakachvili qualificou ontem de “mentiras flagrantes” as informações que davam conta de 1500 mortos na Ossétia do Sul, afirmando não haver “praticamente” civis mortos.
Forças russas dirigem-se para a cidade de Gori, ontem bombardeada
As forças russas dirigem-se para o sul da Ossétia e as forças georgianas estão posicionadas para defender a cidade de Gori (no norte da Geórgia, junto à fronteira com a Ossétia), afirmou hoje o secretário do Conselho de Segurança georgiano, Alexandre Lomaia.
“As tropas russas dirigem-se para o sul e a próxima etapa, nessa direcção, é a cidade de Gori [...] As nossas tropas estão posicionadas para defender a cidade”, acrescentou.
Gori foi ontem bombardeada pela aviação russa, tendo causado a morte a pelo menos 60 pessoas.
Já hoje foi a vez de Zougdidi ser bombardeada, avançou o ministro georgiano da Reintegração, Temour Iakobachvili. A cidade fica situada no oeste da Geórgia e próximo da república separatista da Abkhazia.
A Rússia pediu hoje às Nações Unidas que retirassem os seus observadores do território situado entre a região separatista pró-russa da Abkhazia e Zougdidi.
Rússia em controlo da capital osseta
Apesar de Moscovo ter hoje confirmado que já tinha tomado o controlo da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, - informação que foi confirmada pelas próprias autoridades georgianas – Tbilissi dispõe de cerca de 7400 soldados na região da capital, bem como de cem carros de combate e peças de artilharia.
Paralelamente, a investida russa por mar poderá estar atrasada depois da Ucrânia ter ameaçado impedir os navios russos de aportarem em Sebastopol, no Mar Negro (sul da Península da Crimeia).
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