Trinta e quatro corpos de homens, mortos a tiro, decapitados ou estrangulados, foram descobertos nas últimas 24 horas no Iraque, 13 dos quais na capital.
Segundo uma fonte do Ministério do Interior, 13 corpos, foram encontrados esta manhã numa lixeira junto a Sadr City, um subúrbio xiita pobre, a leste da capital. “Os corpos foram encontrados pela polícia. A maioria tinha sido morta a tiro, mas alguns foram decapitados e outros apresentavam sinais de tortura”, explicou a mesma fonte.
Segundo o responsável, as vítimas “terão sido mortas há um ou dois dias”.
Esta é a segunda descoberta macabra feita na região de Bagdad nos últimos dias, depois de sexta-feira passada 14 corpos de aldeãos sunitas, sequestrados no bairro de Sadr City, terem sido descobertos num bairro da capital.
Fontes iraquianas garantem que as vítimas eram naturais de Madaien, uma cidade a sul de Bagdad, que no mês passado foi palco de confrontos entre elementos das comunidades sunitas e xiitas.
As autoridades iraquianas anunciaram também a descoberta de onze corpos “numa zona agrícola perto de Iskandariyah”, uma cidade 40 quilómetros a sul de Bagdad. Segundo uma fonte hospitalar local, as vítimas foram mortas a tiro “há vários dias”.
Por seu lado, o Ministério da Defesa iraquiano anunciou, em comunicado, a descoberta de dez corpos de soldados, que terão sido decapitados, junto a Ramadi, um bastião da resistência, no Oeste do Iraque. As informações disponíveis apontam para que as vítimas tenham sido mortas há dois ou três dias.
Estas descobertas macabras foram reveladas no mesmo dia em que o Governo iraquiano confirmou a morte de 400 pessoas em resultado de 70 atentados registados nas duas últimas semanas. Este balanço reforça os números adiantados pelas agências de notícias nos últimos dias, dando conta de um aumento da violência no país desde a formação do novo Governo iraquiano, no final de Abril.
“Houve um recrudescimento de atentados nas cidades iraquianas, particularmente em Bagdad”, adiantou um porta-voz do Executivo, atribuindo a violência “aos grupos extremistas estrangeiros”, apostados em “provar que o Governo é incapaz de proteger a população”.
A este propósito, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que hoje efectuou uma visita surpresa ao Iraque, apelou aos dirigentes iraquianos para que encontrem formas de conseguir a participação de todas as comunidades na vida política do país, em especial dos sunitas, para assim minar as bases de apoio dos grupos rebeldes.


