Os atentados com viaturas armadilhadas cometidos hoje em Bagdad fizeram 191 mortos e perto de 250 feridos, segundo o último balanço da polícia. O primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, condenou a vaga de ataques e ordenou a prisão do oficial do Exército iraquiano responsável pela segurança em Sadriya por ter falhado na sua missão.
Uma viatura armadilhada estacionada no mercado de Sadriya, uma zona da capital iraquiana de maioria xiita, provocou ao explodir a morte de 140 pessoas e o ferimento de 150 outras, naquele que é o mais sangrento ataque bombista em Bagdad desde o início do ano. O pior atentado ocorrido na capital desde a ofensiva militar norte-americana em 2003 ocorreu em Novembro, quando seis viaturas armadilhadas mataram 202 pessoas ao explodirem numa acção concertada.
Entre os outros ataques de hoje, a polícia indicou que uma viatura armadilhada matou 35 pessoas num posto de controlo do Exército em Sadr City, um das zonas mais pobres em redor da capital iraquiana e o principal bastião do movimento do líder radical xiita Moqtada al-Sadr e da sua milícia.
No distrito de Karrada, também em Bagdad, onze pessoas morreram e 13 outras ficaram feridas na explosão de um carro junto a um hospital e a um mercado. Num outro posto de controlo no sul da capital, quatro polícias morreram e seis civis ficaram feridos quando uma outra viatura explodiu.
Os ataques de hoje deram-se horas depois de Maliki ter afirmado que o Iraque assumiria o controlo da segurança do país, actualmente partilhada com as forças internacionais, até ao final do ano, e apelado à reconciliação entre xiitas e sunitas.
O primeiro-ministro condenou os atentados e qualificou os atacantes como “vampiros” e “soldados do Satã”, tendo ordenado nas últimas horas a detenção do comandante do Exército iraquiano responsável pela segurança em Sadriya.
Maliki está sob forte pressão para indicar uma data para saída das tropas estrangeiras do território iraquiano, mas os ataques nas zonas de maioria xiita em Bagdad têm-se mostrado grandes desafios para as forças iraquianas, que pretendem assumir o controlo da segurança do país, actualmente assegurada por 150 mil soldados norte-americanos e britânicos.
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