A maioria dos israelitas defende, com condições, um diálogo directo com o movimento islamista palestiniano Hamas, revela uma sondagem publicada hoje.
Segundo o inquérito do diário hebraico “Ha’aretz”, 57 por cento dos interrogados defende um diálogo desde que o Hamas “reconheça Israel e cesse as acções terroristas”. Contra estão 39 por cento.
A ideia deste diálogo directo tinha sido relançada pelo antigo ministro da Defesa Shaul Mofaz, que publicou um plano no início desta semana.
Entre os eleitores e apoiantes do Kadima, a ideia “tem um tremendo apoio de cerca de 72 por cento”, escreve o “Ha’aretz”, que descreve a atitude face ao Hamas, “uma organização terrorista que ainda mantém refém [o soldado] Gilad Shalit” como “bastante pragmática”. Entre os eleitores do Likud (direita), também 53 por cento apoia a ideia.
A sondagem foi realizada no fim da visita a Washington do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, marcada pela polémica sobre se o Presidente Barack Obama teria tempo para o receber e em que circunstâncias o faria: Netanyahu acabou por visitar a Casa Branca à noite.
A maioria dos inquiridos está satisfeito com Netanyahu e culpa o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, pela falta de progressos no processo de paz.
O Hamas venceu as eleições palestinianas de 2006, mas no ano seguinte, depois de se ter envolvido em confrontos com a Fatah, de Abbas, acabou por tomar o controlo da Faixa de Gaza.



