Minka Disbrow foi vítima de violação aos 17 anos e entregou bebé para ser adoptada

Mãe centenária reencontrou a filha de quem estava separada há 77 anos

04.01.2012 - 19:36 Por Isabel Gorjão Santos, com agências

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Minka Disbrow entregou a filha para adopção quando esta nasceu, em 1928 Minka Disbrow entregou a filha para adopção quando esta nasceu, em 1928 (Reuters)
Já ninguém acreditaria no reencontro, mas um dia o telefone tocou. E Minka Disbrow, uma norte-americana que em Dezembro fez 100 anos, voltou a ter notícias da filha que entregou para adopção há 77 anos.

Minka Disbrow lembrava-se muitas vezes daquela bebé que lhe nasceu a 22 de Maio de 1928, tinha então 17 anos. Meses antes, durante um piquenique de Verão de adolescentes que frequentavam uma aula de costura, ela e uma amiga, Elizabeth, foram violadas por três homens. Tinham-lhe dito que os bebés eram trazidos por uma cegonha. “Não sabíamos o que fazer. Não sabíamos o que dizer. Então voltámos para casa e não dissemos nada.”

O silêncio não se prolongou por muito tempo, o corpo começou a mudar depressa. A mãe e o padrasto acabaram por levá-la para uma casa luterana para mulheres grávidas, e foi aí que Betty Jane nasceu, de cabelo loiro e covinha no queixo. “Amei muito aquele bebé. Quis o melhor para ela”, contou agora Minka Disbrow à Associated Press.

Na altura pareceu-lhe melhor contrariar o coração e entregar a bebé para ser adoptada, como a mãe e o padrasto lhe sugeriram. Um pastor e a sua mulher acabaram por ficar com a criança e durante muitos anos, a 22 de Maio, Minka Disbrow escreveu para a agência de adopção para saber da filha, sem que lhe dessem muitas informações. Até que a gerência mudou e o rasto de Betty Jane se perdeu.

Como recordação ficou apenas uma fotografia a preto e branco de uma bebé loira envolta num cobertor. Disbrow diz que quis dar à filha a casa que ela nunca teve, a mãe ajudou-a a decidir-se ao dizer-lhe que não podia levar a bebé para o sítio onde viviam. Filha de imigrantes holandeses, Disbrow cresceu a ordenhar vacas em quintas do Dacota do Sul, e a escola, diziam-lhe, era para quem não tinha mais do que fazer. Acabou por estudar durante oito anos, numa escola local, enquanto trabalhava longas horas na quinta.

A bebé nunca foi esquecida, mas o tempo continuou a passar e a vida mudou. Minka Disbrow casou com um vendedor de frutas que se tornou piloto e engenheiro, teve outros dois filhos. Foi costureira, vendedora de sedas, trabalhou na cafetaria de uma escola, viveu em Rhode Island, no Minnesota e na Carolina do Norte, mas foi na cidade de San Clemente, na Califórnia, que acabaram por encontrá-la.

Uma chamada do Alabama

Minka Disbrow terá começado a resignar-se, nunca mais veria a filha. Até que, a 2 de Julho de 2006, um homem ligou-lhe do Alabama. Ela tinha já 94 anos e suspeitou que a estivessem a enganar. Fez muitas perguntas. Mas a história parecia bater certo e o homem acabou por perguntar-lhe se queria falar com Betty Jane, contou a Associated Press.

Tudo isto aconteceu há cinco anos, mas só agora a família resolveu contar a sua história aos jornalistas. Tinham passado 77 anos desde a separação, Betty Jane chamava-se afinal Ruth Lee, casou e teve seis filhos, sempre soube que tinha sido adoptada pelo casal que a criou, um pastor norueguês e a sua mulher.

O homem que fez a chamada do Alabama, Brian Lee, era filho de Ruth Lee, um dos seis netos que Disbrow não conhecia. Foi ele quem começou a procurar a avó, depois de a mãe ter sofrido problemas cardíacos e o médico lhe ter perguntado pela história clínica da família. Não soube o que responder, não poderia saber, mas pôs-se a caminho dos registos de adopção do Dacota do Sul e encontrou o que queria entre 270 páginas de documentos. “Achei que estava à procura de uma mulher que já nem estaria viva”.

Depois desse telefonema a família já se encontrou várias vezes, Disbrow conheceu os netos e bisnetos nos estados norte-americanos do Wisconsi e do Texas e ficou a saber que a sua filha teve uma infância feliz. E que um dos seus netos, Mark Lee, nascido em 1952, foi astronauta ao serviço da agência espacial norte-americana NASA e orbitou à volta do mundo 517 vezes.

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É pena,

verificar que quando as notiícias não são de desgraça, crime, violência, e escandalos sociais, os ...

Anónimo

05.01.2012 11:51

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