O ministro do Interior espanhol, Alfredo Rubalcaba, reconheceu hoje que a polícia libertou, por engano, um dos presumíveis autores dos atentados ao metro de Madrid a 11 de Março de 2004.
É a confirmação de uma notícia avançada pelo diário espanhol “El Mundo”, de acordo com a qual as autoridades teriam deixado escapar Daoud Ouhnane, natural da Argélia, durante uma operação de vigilância em Junho de 2004, três meses após os atentados reivindicados pela Al-Qaeda que fizeram 191 mortos e 1.800 feridos.
O jornal espanhol publicou também uma imagem de um vídeo filmado pela polícia onde se podia ver o suspeito a sair de uma mansão onde estariam islamistas radicais em Santa Coloma de Gramanet, na região de Barcelona, dia 22 de Junho de 2004. A fotografia do suspeito foi largamente difundida após os atentados.
“ [A Polícia] não o reconheceu, caso contrário teria sido detido”, declarou o ministro, citado pela AFP. Daoud Ouhnane, cujo ADN foi recolhido em vários locais utilizados para planear os ataques, conseguiu escapar para o Iraque, onde morreu num atentado suicida, em 2005.
Em Outubro de 2007 foram condenadas 21 das 28 pessoas acusadas pelo massacre, sendo que três foram sentenciadas a 40.000 anos de prisão. Em Julho de 2008, o Supremo Tribunal reviu o julgamento e ilibou quatro dos 21 condenados.
Durante o processo uma das testemunhas reconheceu Ouhnane como passageiro de um dos quatro comboios do metro atacados.


