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Presidente não renuncia ao cargo

Madagáscar: situação calma apesar da tomada do palácio presidencial pelo Exército

17.03.2009 - 08:20 Por PÚBLICO, Agências

O Presidente de Madagáscar, Marc Ravalomanana, garante que não vai renunciar ao cargo, mesmo depois da oposição, com o apoio do Exército, ter tomado ontem o palácio presidencial, forçando-o a fugir para outra residência oficial, fora da capital. Apesar do braço-de-ferro a situação está calma.
Algumas dezenas de soldados guardam o palácio presidencial tomado ontem Algumas dezenas de soldados guardam o palácio presidencial tomado ontem (Siphiwe Sibeko/Reuters)

“Os poderes do Presidente não estão limitados, apesar de estarmos na presença de um golpe militar”, declarou o seu porta-voz, numa entrevista por telefone à Reuters, ontem, ao final da noite. Ralijaona acrescentou que o chefe de Estado, reeleito em 2006, “planeia continuar em Madagáscar” e terá mesmo recusado um pedido da sua guarda presidencial para fugir para um local mais seguro. “Morrerei convosco se a isso chegarmos”, terá dito Ravalomanana aos homens que lhe permanecem fiéis.

Segundo a AFP, a situação permanece calma na capital malgaxe, Antananarivo, um dia depois das manifestações que culminaram na tomada do palácio presidencial. Tudo se desenrolou, ao que tudo indica, sem provocar vítimas. Esta manhã, três veículos blindados armados com metralhadoras permaneciam estacionados junto ao edifício, protegido igualmente por dezenas de soldados, num clima que a agência de notícias francesa descreve como descontraído.

“Não houve confrontos esta noite e a situação está calma”, explicou um sargento do regimento destacado para o local, adiantando ter ordens para permanecer no local “até ao meio-dia”.

Questionado sobre se os militares receberam ordens para tomar o palácio de Iavoloha, a 12 quilómetros da cidade, onde está refugiado o Presidente, o sargento garantiu não ter recebido qualquer ordem nesse sentido.

Os acontecimentos precipitaram-se ontem, depois de o líder da oposição, Andry Rajoelina, ter instado o Exército a prender o Presidente, a quem acusa de abuso de poder e de governar em benefício dos seus próprios interesses financeiros. Confirmando os sinais dos últimos dias, as chefias militares ordenaram a tomada do palácio, não sem que antes Ravalomanana abandonasse o local, protegido pela guarda presidencial.

No dia anterior, os partidários da oposição tinham já tomado a sede do Governo, para que aí se instalasse Roindefo Monja, homem de confiança de Rajoelina, que o nomeou primeiro-ministro de uma autoridade de transição presidida por ele próprio. A crise política na grande ilha do Índico, que se arrasta há já vários meses, provocou pelo menos 135 mortos, tendo a violência atingido o seu pico no último mês, depois de Rajoelina ter sido demitido da presidência da câmara de Antananarivo.

Notícia actualizada às 09H00

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batman

A própria Disney já anunciou que vai fazer um "remake" do desenho animado "Madagáscar" para ...

Batman

17.03.2009 23:15

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