Entre 30 a 40 mil pessoas juntaram-se hoje no principal estádio de Antananarivo, capital de Madagáscar, na primeira manifestação de apoio ao Presidente Marc Ravalomanana depois de semanas de protestos liderados pela oposição.
Apesar do ciclone que fustigava a ilha do Índico, o campo de Ravalomanana conseguiu organizar o maior comício das últimas semanas na capital. A multidão, segundo relata a AFP, encheu as bancadas do estádio e boa parte do relvado e durante algumas horas ouviram-se vivas ao Presidente e vozes a defender a detenção do antigo presidente do município, Andry Rajoelina, que encabeça o movimento a favor da demissão de Ravalomanana.
O comício, a que o Presidente não assistiu, realizou-se um dia depois de cinco mil pessoas terem desfilado nas ruas de Antananarivo em protesto pela morte de 28 opositores, sábado passado, quando tentavam aproximar-se do palácio presidencial. Amanhã os apoiantes de Rajoelina voltam às ruas para exigir o afastamento do Presidente.
Mas em Madagáscar há quem questione as motivações de Rajoelina, afastado do município depois de ter anunciado a criação de uma entidade para substituir o Presidente. “Estou aqui para apoiar o poder. Quero trabalho e não quero golpes. Em breve vamos ficar sem trabalho e não vai ser Rajoelina quem me vai pagar o salário”, explicou um taxista, de 43 anos, numa referência ao impacto da actual crise no turismo.



