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Rajoelina rejeita proposta de referendo para resolver crise

Madagáscar: Líder da oposição pede ao Exército que detenha o Presidente

16.03.2009 - 12:04 Por PÚBLICO, Agências

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Rajoelina autoproclamou-se líder de uma autoridade de transição no país Rajoelina autoproclamou-se líder de uma autoridade de transição no país (Siphiwe Sibeko/Reuters)
O líder da oposição em Madagáscar instigou hoje as forças de segurança a deterem o Presidente, Marc Ravalomanana, sitiado há dois dias no seu palácio. Pouco antes, Andry Rajoelina recusara já o referendo proposto pelo chefe de Estado para ultrapassar a crise que se arrasta há vários meses na ilha.

“Peço à polícia e ao Exército e a todos os que possam cumprir a ordem da ministra da Justiça”, declarou o líder da oposição, durante um comício que juntou milhares de apoiantes no centro da capital, Antananarivo. Rajoelina, que se autopromoveu líder de uma autoridade de transição, nomeou um executivo próprio e, sábado, conseguiu que os seus apoiantes tomassem de assalto a sede do Governo, instalando um homem da sua confiança, Roindefo Monja, como seu primeiro-ministro. A sua primeira decisão foi suspender as duas câmaras do Parlamento e retirar a confiança ao Presidente.

Falando no mesmo comício, a “ministra da Justiça” desta administração paralela, Christine Razanamahasoa, anunciou ter emitido um mandado de captura contra Ravalomanana, a quem acusa de “alta traição”.

Esta manhã, o chefe da oposição tinha já rejeitado a proposta do Presidente para a realização de uma consulta popular para resolver a crise no país e que teria como objectivo referendar a sua permanência no poder. “Não estamos interessados num referendo”, declarou Rajoelina

O apelo para a detenção do Presidente representa uma nova escalada na crise política em Madagáscar, que nos últimos meses deixou já 135 mortos nas ruas de Antananarivo. Pouco depois do comício, testemunhas na capital disseram ter ouvido duas a três explosões a pouco mais de um quilómetro do palácio presidencial, onde Ravalomanana permanece guardado por algumas centenas de civis e alguns militares.

A oposição garante controlar o Exército, que nas últimas semanas viu vários quartéis passarem para o lado de Rajoelina e cujo chefe de Estado-Maior foi entretanto substituído no cargo.

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"quem semeia vento colhe tempestades" diz o velho ditado

Esta forma de assumir o poder é anti-democrático. Mas espero que o novo derigente tome com ...

Arnaldo Wate

23.03.2009 08:40

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