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Encontro termina hoje no Estoril

Lula da Silva abandona Cimeira mais cedo sem mudar de posição sobre Honduras

01.12.2009 - 11:29 Por Lusa

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O Presidente brasileiro rejeitou hoje “peremptoriamente” reconhecer ou sequer “conversar” com Profirio Lobo, vencedor das eleições nas Honduras, afirmando que se esse conflito fosse o tema da cimeira do Estoril, “não teria vindo”.

Lula da Silva, que falava à saída de Lisboa, antes do final da Cimeira Ibero-americana, disse a jornalistas brasileiros e portugueses que no caso das Honduras há que “manter uma posição de bom-senso”.

“Não podemos pactuar com o golpista, fazer de conta que não se passou nada. Daqui a nada o mau, o culpado, é o Zelaya. É uma questão de bom-senso, de princípios e de não pactuar com vandalismo político”, afirmou.

“Não podemos fazer concessões ao golpista”, afirmou.

Lula da Silva insistiu “peremptoriamente” que o Brasil não vai reconhecer o eventual governo que venha a ser formado por Lobo, a quem se referiu como “esse cidadão” com quem nem sequer diz estar preparado para “conversar”.

Ainda assim Lula admitiu que é necessário “esperar para ver o que vai acontecer”, sendo que “a posição actual é de não aceitar o processo eleitoral nas Honduras”.

Questionado sobre o facto de não haver consenso em torno das Honduras da parte dos representantes dos 22 países ibero-americanos reunidos no Estoril, Lula da Silva considerou que “não é preciso ter uma posição conjunta”.

“A cimeira não foi convocada para isto (Honduras). Se tivesse sido convocada para isso eu não teria vindo. Vim porque estamos a discutir temas importantes e pelo carinho que tenho pelo Presidente e primeiro-ministro portugueses”, disse.

“É normal que cada um tenha a sua posição. Voltamos como chegámos. Isso não favorece nem prejudica ninguém”, disse.

Lula da Silva insistiu que o Brasil não mudou a sua posição durante a cimeira: “Quando se discutiu Honduras, não quisemos discutir.”

Questionado sobre o facto do Brasil ter reconhecido as eleições no Irão e não o voto nas Honduras, Lula da Silva afirmou que “os dois casos são completamente diferentes”, já que as eleições iranianas “não violaram a constituição” e as das Honduras foram feitas “por um golpe repudiado por todo o mundo”.

“O golpista travestiu-se de político eleito e convocou as eleições sem permitir que o Presidente Zelaya fosse responsável pelo processo”, afirmou.

Notícia actualizada às 13h05


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