O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, vai hoje rubricar em Sarajevo a última peça do puzzle que União Europeia montou para garantir o máximo de estabilidade possível nos Balcãs Ocidentais antes de uma decisão final sobre o Kosovo.
A Bósnia-Herzegovina era a única república da antiga Jugoslávia a não ter concluído ainda as negociações para um Acordo de Associação e Estabilização com a União, o primeiro passo para uma futura integração. Foi preocupação da presidência portuguesa acelerar a assinatura destes acordos antes de 10 de Dezembro, a data em que a mediação internacional deve apresentar o relatório final sobre as negociações directas (e até agora infrutíferas) entre as autoridades kosovares e Belgrado para tentar ultrapassar o diferendo sobre o estatuto final de "independência supervisionada" da província sérvia.
Depois de ter assinado acordos de associação com o Montenegro e a Sérvia, era preciso fazê-lo também com a Bósnia. A última condição de Bruxelas - a unificação das forças de polícia das duas entidades, muçulmano-croata e sérvia, que constituem o Estado bósnio - foi, aparentemente, ultrapassada, permitindo a Luís Amado e ao comissário para o Alargamento, Olli Rehn, rubricar o acordo.
O ministro português parte depois para Sharm-el-Sheikh, no Egipto, onde vai participar na última reunião ministerial entre a UE e a União Africana antes da cimeira UE-África do próximo fim-de-semana em Lisboa.


