O Reino Unido vai enviar nos próximos meses mais 3300 militares para o Afeganistão, o que irá elevar o contingente britânico para 5700 efectivos no segundo semestre ao ano, anunciou hoje o ministro da Defesa, John Reid.
O ministro, que falava durante uma sessão do Parlamento, adiantou que a missão irá custar cerca de 1450 milhões de euros aos cofres do país nos próximos três anos, mas não irá obrigar à diminuição do contingente britânico no Iraque, onde estão actualmente estacionados 8500 militares.
Segundo Reid, a maioria dos novos efectivos britânicos será enviada para o Sul do Afeganistão, em especial para a província de Helmand, considerada uma das mais problemáticas em termos de segurança.
O ministro garantiu os militares britânicos não vão lutar contra os redutos terroristas no país – missão que continua entregue ao contingente norte-americano – mas sublinhou que o reforço da presença internacional no Sul do Afeganistão visa impedir que o país “volte a cair nas garras dos taliban”, a milícia fundamentalista que governou o país entre 1995 e 2001.
A operação visa também reforçar a luta contra o tráfico de droga, em expansão no Afeganistão desde a queda do regime taliban.
O reforço do contingente é anunciado meses antes do Reino Unido assumir, em Maio, o comando da Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF), a missão da NATO no Afeganistão, que integra um total de dez mil soldados de 37 países.
A força, até agora concentrada na região de Cabul, pretende estender a sua área de actuação ao Sul do país, onde as novas autoridades afegãs têm enfrentado maiores resistências. Nesse sentido, os países-membros da NATO decidiram reforçar o contingente com mais seis mil efectivos, a maior parte dos quais virá, assim, do Reino Unido.



