O antigo agente secreto Abdelbaset Ali Mohmed al-Megrahi, que foi libertado da prisão escocesa de Greenock por compaixão, pois deverá ter alguns meses de vida, devido a um cancro da próstata em estado terminal, partiu hoje à tarde do aeroporto de Glasgow, de regresso à Líbia.
"É claro que me sinto aliviado por deixar finalmente a minha célula", disse Megrahi, num comunicado divulgado pelo seu advogado. Mas o líbio continua a defender a sua inocência, qualificando a sua condenação "como uma vergonha".
"Este sofrimento horrível não terá fim com o meu regresso à Líbia. Pode nem terminar com a minha morte", disse, na declaração.
O avião que o transporta foi expressamente enviado ao Reino Unido pelo coronel Muammar Khadafi, sendo Megrahi acompanhado na viagem por um filho do líder líbio, Seif al-Islam, segundo declarou em Tripoli um porta-voz do Governo, citado pela Reuters.
Quanto aos Estados Unidos, de onde eram a maior parte das vítimas do atentado de Lockerbie, declararam-se "profundamente desiludidos com a decisão do Executivo escocês" de libertar o homem que foi responsabilizado pela queda de um avião da Pan Am que efectuava o voo 1003, entre Londres e Nova Iorque.
"Recordamos aqueles cujas vidas se perderam no dia 21 de Dezembro de 1988 e apresentamos a nossa mais profunda solidariedade às famílias que vivem cada dia com a perda dos seus entes queridos devido a este crime hediondo", disse a secretária de Estado, Hillary Clinton, num comunicado.



