A lista com nomes de judeus salvos do Holocausto pelo empresário alemão Oskar Schindler foi descoberta numa biblioteca de Sydney. O documento estava no meio de vários papéis do escritor Thomas Keneally, autor do romance que inspirou o filme “A Lista de Schindler”, de Steven Spielberg.
O documento descoberto na biblioteca do estado de Nova Gales do Sul tem 13 páginas, com os nomes de 801 judeus. O papel, amarelado e frágil, foi encontrado no momento em que os funcionários classificavam os documentos de Thomas Keneally, e estava entre algumas notas do escritor e artigos de jornais alemães, indicou a conservadora da biblioteca, Olwen Pryke.
“Esta lista foi dactilografada de urgência a 18 de Abril de 1945, nos últimos dias da II Guerra Mundial, e salvou 801 pessoas da câmara de gás”, declarou, citada pela AFP. “É um pedaço da história extremamente comovente”.
A instituição adquiriu seis caixas de notas de Keneally em 1996. Foram os apontamentos que o romancista utilizou para escrever “Schindler’s Ark”, que recebeu o prémio literário Booker em 1982, e inspirou o realizador norte-americano.
Pryke adiantou que nem a biblioteca, nem o livreiro que lhe vendeu o espólio, sabiam que este documento estava entre o material.
A BBC conta que o escritor recebeu o documento há quase 30 anos numa loja de Los Angeles por uma das pessoas salvas por Schindler: Leopold Pfefferberg, o número 173 da lista, que pediu a Keneally que escrevesse a história.
Oskar Schindler, um alemão da Checoslováquia membro do partido nazi, tentou provar ao regime que os seus 1200 trabalhadores judeus eram fundamentais para o esforço de guerra. Usou a fortuna ganha com os negócios a alimentar os seus empregados e a impedir que fossem enviados para um campo de concentração, recorda a AFP.
É a segunda vez que uma lista como esta é descoberta. Em Outubro de 1999 foi encontrada em Estugarda, na Alemanha, uma lista completa com os 1200 nomes dos trabalhadores salvos. Ambas as listas são consideradas autênticas.
Notícia actualizada às 19h24


