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Lieberman assume-se como fiel da balança

Likud em vantagem no início das negociações para formar Governo em Israel

11.02.2009 - 21:11 Por Agências

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O líder da extrema-direita prometeu ouvir os dois maiores partidos, mas a ligação a Netanyahu é mais provável O líder da extrema-direita prometeu ouvir os dois maiores partidos, mas a ligação a Netanyahu é mais provável (Jerry Lampen/Reuters)
Benjamin Netanyahu e Tzipi Livni iniciaram hoje contactos para tentar formar Governo, um dia depois das eleições legislativas em Israel, marcadas pela divisão do eleitorado e pelo crescimento da extrema-direita, o que leva palestinianos e ocidentais a temer um congelamento no processo de paz.

O líder do Likud, a segunda formação mais votada (27 deputados, menos um que o Kadima), reuniu-se durante a manhã com Eli Yishai, dirigente do Shas, partido que integra a coligação cessante. Foram os ultra-ortodoxos sefarditas que forçaram a realização de legislativas antecipadas, ao provocar o falhanço das negociações para a formação de um executivo chefiado por Livni, a nova líder do Kadima (centro-direita), alegadamente por esta ter recusado deixar a questão de Jerusalém fora das negociações com os palestinianos.

Netanyahu reuniu-se em seguida com Avigdor Lieberman, líder do Yisrael Beitenu, o partido de extrema-direita que é desde ontem a terceira maior força no Knesset, tendo ultrapassado os trabalhistas. Consciente de que nenhuma coligação poderá avançar sem o seu apoio, Lieberman encontrou-se horas antes com Livni e prometeu anunciar em breve qual dos dois partidos apoiará.

Apesar de se desconheceram que pastas ministeriais lhe foram oferecidas, os analistas consideram mais natural uma ligação do Yisrael Beitenu à direita o que, conjugado com um apoio do Shas e de outros partidos religiosos, daria a Netanyahu uma maioria de 65 deputados no Knesset, enquanto o Kadima terá dificuldade em ultrapassar os 55.

Cabe ao Presidente Shimon Peres decidir quem convida a formar Governo, mas uma coligação de direita está a preocupar os palestinianos, que temem a “paralisia” das negociações de paz (num impasse já desde a última ofensiva contra Gaza).

Obama telefonou a Peres

Preocupados com este cenário, americanos e europeus insistem que o novo Governo israelita deve prosseguir as negociações com os palestinianos, seja qual for a sua inclinação. Esta noite, a Casa Branca anunciou que Barack Obama telefonou ao seu homólogo israelita para o congratular pela forma como decorreu o escrutínio.

Segundo a sua porta-voz, os dois Presidente tiveram uma "discussão interessante" e Obama teve oportunidade de reafirmar o seu empenho nas negociações para "a criação de um Estado palestiniano" que coexista em paz com Israel.

Por seu lado, a diplomacia francesa diz que “qualquer que seja o resultado das discussões” em curso vai continuar a insistir junto de Israel para que “assuma os compromissos necessários à consolidação do cessar-fogo em Gaza” e “respeite integralmente os compromissos subscritos no âmbito do Roteiro” de paz, como é o caso da “suspensão total da colonização”.

(Notícia actualizada às 22h09)

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correcção

uma pequena correcção ao blogue de Alexandra Lucas Coelho: Lieberman não foi apenas segurança de ...

Vladimir Sousa

12.02.2009 07:44

X

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