A Liga Árabe admite regressar à Síria, retomando a missão de observadores com o apoio da ONU, cujo secretário-geral, Ban Ki-Moon, considera que o falhanço na aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança encorajou Damasco a "reforçar a guerra contra o seu próprio povo".
Nas últimas horas, as forças do regime do Presidente sírio Bashar al-Assad entraram em força na cidade de Homs. Mais de 200 rockets caíram neste epicentro de contestação ao regime num espaço de três horas, denunciaram os residentes. Fontes da oposição falam na degradação das condições humanitárias a cada hora que passa.
Falando a partir da sede da ONU, em Nova Iorque, Ban Ki-Moon disse: “Temo que a terrível brutalidade a que assistimos em Homs – com o uso de artilharia pesada contra bairros civis – seja um prenúncio sombrio de que o pior ainda está por vir”.
“Nos próximos dias iremos reunir-nos com o Conselho [de Segurança da ONU] antes de apresentarmos mais detalhes” acerca da missão, disse ainda Ban Ki-Moon.
A comunidade internacional tenta encontrar uma forma de pôr fim à violência, depois de a Rússia e a China terem bloqueado uma resolução que poderia vir a implicar uma intervenção na Síria.
Activistas dizem que, nas últimas horas, o regime de Bashar al-Assad entrou em força na cidade de Homs. Pelo menos 40 tanques e 50 veículos de combate da infantaria acompanhados por mil soldados foram transportados para a cidade.
Mais de 200 rockets caíram no espaço de apenas três horas no subúrbio de Baba Amr, controlado pela oposição, indicaram residentes citados por vários media ocidentais.
“Nas últimas 24 horas houve incursões contra bairros como o de Khalidiya, Bab Amro e Inshaat. Os tanques entraram depois de um intenso bombardeamento e depois retiraram-se”, disse à Reuters o activista Mohammad Hassan.
Estes testemunhos foram impossíveis de confirmar por fontes independentes e as autoridades sírias ainda não fizeram qualquer comentário sobre os ataques das últimas horas.
Os ataques contra Homs aumentaram de intensidade na noite de sexta-feira passada e só durante o dia de ontem terão morrido mais de 50 pessoas, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com base no Reino Unido.
A Turquia resolveu lançar uma iniciativa própria de resolução daquilo a que chama uma grave crise política e humanitária. O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan voou para Washington para tentar forçar uma conferência internacional de emergência sobre a Síria.
As potências ocidentais apoiam a iniciativa turca mas argumentam que o papel de coordenação e liderança neste esforço de concertação deverá ser entregue aos países árabes.



