Um grupo de oito países muçulmanos em desenvolvimento avisou hoje que a escalada dos preços dos alimentos e dos combustíveis pode levar ao desastre e pediu medidas urgentes para aumentar a sua produção, e tambérm que os biocombustíveis sejam repensados.
A Malásia e a Indonésia, os maiores produtores de óleo de palma, disseram à cimeira que querem ver um fim à conversão de terra agrícola para a produção de biocombustíveis. O óleo de palma é usado como matéria-prima para produção de biocombustível e é também muito consumido na região como óleo de cozinhar.
Os líderes destes oito países, que totalizam mais de mil milhões de habitantes, disseram na sua cimeira, em Kuala Lumpur, que os problemas gémeos da segurança alimentar e energética estão a pôr grande pressão sobre as suas populações, sobretudo as mais pobres.
O grupo dos Oito em Desenvolvimento (D8) – Irão, Indonésia, Egipto, Malásia, Turquia, Paquistão, Nigéria e Bangladesh – representa cerca de 14 por cento da população mundial.
O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, disse o grupo deve planear um futuro se “potências intimidatórias”, e que “com uma cooperação abrangente e o D8 pode formular um roteiro para superar as crises que enfrenta”, segundo a agência noticiosa iraniana.
A Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo, disse que a escalada dos preços do arroz significa que muitas pessoas nos países em desenvolvimento têm menos que comer. “Temos de agir dobre isso já e concertadamente. Atrasar a acção neste grande desafio do nosso tempo é ir para o desastre”, disse o Presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, no encontro. Em seguida partiu para o Japão, para assistir à cimeira anual do G8 como convidado.


