• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Google transforma Gmail para competir com Facebook e Twitter
  • A cidade que morre quando o sol se põe
  • Houston, temos um problema, disse Obama

Justiça 30 anos depois

Líder khmer vermelho impávido no início do julgamento

17.02.2009 - 08:07 Por Francisca Gorjão Henriques

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Três décadas depois da queda de um regime que levou à morte de 1,7 milhões de pessoas, um responsável khmer vermelho sentou-se hoje pela primeira vez no banco dos réus. Kaing Guek Eav, mais conhecido por Duch, dirigia a prisão S-21, o centro de tortura do regime. Ficou impávido a ouvir as declarações iniciais do juiz.
 Kaing Guek Eav, ou "Duch", dirigia o centro de tortura do regime Kaing Guek Eav, ou "Duch", dirigia o centro de tortura do regime (Adrees Latif/REUTERS)

Não se esperava ouvir nada da sua parte (nem qualquer testemunha, o que só acontecerá no próximo mês), mas ainda assim, centenas de cambojanos fizeram fila para ocupar a sala do tribunal, que reservou 300 lugares para a população e jornalistas.

“Há 30 anos que esperávamos por este dia, mas não sei se vai acabar com o meu sofrimento”, afirmou aos jornalistas o pintor Vann Nath, que esteve na S-21 e só se salvou – ao contrário de outros 15 mil – porque se descobriu que pintava e foi escolhido para fazer retratos de Pol Pot, o líder do Khmer Vermelho. Hoje, Vann Nath conseguiu ver Duch de perto.

O tribunal, criado pelo Governo do Camboja com a ajuda das Nações Unidas, visa julgar os líderes sobreviventes do regime que entre 1975 e 1979 tentou levar à prática a utopia de uma sociedade onde não havia dinheiro, escolas, ou cidades. Milhares de pessoas foram enviadas para os campos para trabalhar, milhares morreram à fome, por doença ou por serem sumariamente executadas.

Duch foi acusado de crimes de guerra, tortura e homicídio. Os que escapavam ao centro que dirigia eram enviados para os “campos da morte”. Chegou a pedir perdão, através do seu advogado, e a fazer várias confissões a jornalistas. O seu papel será fundamental não só como arguido, mas também como testemunha dos julgamentos dos restantes elementos do Khmer Vermelho nas mãos da justiça: o “irmão número dois” do regime, Nuon Chea, o ex-Presidente Khieu Samphan, e Ieng Sary, então ministro dos Negócios Estrangeiros, e a mulher, Ieng Thirith.



  • 4621 leitores
  • 165 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1365509

Comentário + votado

Luis, Almada.

Ricardo.. Andas sempre a falar em "balas na nuca". Como deverá ser tão oca aquela que tens!! Seria ...

Luis

18.02.2009 01:04

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.