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Em busca de uma saída para a crise

Líder da Junta Militar birmanesa recebeu enviado da ONU três dias depois do planeado

02.10.2007 - 12:02 Por Agências

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Pelo menos 16 pessoas morreram desde que começou a violenta repressão, no passado dia 26 de Setembro Pelo menos 16 pessoas morreram desde que começou a violenta repressão, no passado dia 26 de Setembro (Reuters)
O enviado especial da ONU para a Birmânia, Ibrahim Gambari, reuniu-se hoje com o general Than Shwe, o chefe da Junta Militar da Birmânia, numa tentativa de encontrar soluções para a crise que vive aquele país asiático, sacudido por violentas medidas de repressão para calar os protestos populares anti-governo.

Fontes diplomáticas indicaram aos jornalistas que o encontro ocorreu na cidade de Naypyitaw, a nova capital do país e "bunker" da cúpula militar.

Não foram dados mais detalhes sobre o encontro, apesar de a ONU ter mostrado a sua preocupação pelo estado das pessoas detidas nos últimos dias, mais de 6000, segundo os meios de comunicação da dissidência.

Than Shwe, considerado o principal obstáculo para a democratização da Birmânia, acedeu ontem em falar com Gambari, que chegou à Birmânia no sábado e apenas hoje se conseguiu reunir com a cúpula governativa.

No domingo, Ibrahim reuniu-se durante uma hora em Rangum com a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, de 62 anos e Prémio Nobel da Paz, que está há vários anos em prisão domiciliária.

Pelo menos 16 pessoas morreram desde que começou a violenta repressão, no passado dia 26 de Setembro, entre elas dois estrangeiros, apesar do balanço poder ser muito superior se se confirmarem as informações da dissidência, que acusam a Junta Militar de ter feito desaparecer dezenas de cadáveres.

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