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"Vitória para a liberdade de expressão"

Líder da extrema-direita holandesa ilibado de incitamento ao ódio

23.06.2011 - 11:39 Por AFP, PÚBLICO

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“Enquanto eu for vivo continuarei a exprimir as minhas opiniões”. “Enquanto eu for vivo continuarei a exprimir as minhas opiniões”. (Toussaint Kluiters/REUTERS)
O líder da extrema-direita holandesa, Geert Wilders, que estava a ser julgado por incitamento ao ódio e à discriminação dos muçulmanos, foi ontem ilibado de todas as acusações.

À saída do tribunal de Amesterdão, Wilders declarou que a decisão do juiz Marcel van Oosten representa uma “vitória para a liberdade de expressão”.

“O tribunal considera estas declarações aceitáveis tendo em conta o contexto e o debate na sociedade no quadro em que o senhor Wilders se exprimiu enquanto político”, declarou o juiz Oosten. “Na altura em que o arguido se exprimiu discutia-se muito na Holanda a sociedade multicultural e a imigração”, continuou o magistrado.

E Wilders reagiu: “não se trata apenas de uma grande vitória para mim, mas é também uma vitória para a liberdade de expressão”, disse aos jornalistas à saída do tribunal. “Enquanto eu for vivo continuarei a exprimir as minhas opiniões.”

O líder do Partido para a Liberdade (PVV), que apoia no Parlamento o Governo do primeiro-ministro liberal Mark Rutte com 24 deputados num total de 150, foi processado judicialmente por declarações feitas entre Outubro de 2006 e Março de 2008.

Ontem, no final de um longo processo judicial iniciado em Janeiro de 2010, foi absolvido dos cinco crimes de que era acusado: insulto a grupo de pessoas e quatro acusações de incitamento ao ódio e a discriminação religiosa e racial. O deputado enfrentava uma pena que podia ir até um ano de prisão e uma multa de 7600 euros.

Entre outras coisas, Wilders descreveu o islão como uma “ideologia fascista”, comparou o Corão ao “Mein Kampf” de Adolf Hitler e apelou à “travagem do tsunami da islamização” em artigos de jornais, fóruns de Internet e no seu pequeno filme “Fitna” (“Discórdia”, em árabe) que foi difundido on-line em 2008.

Para o juiz Oosten “a mensagem do filme é, segundo o arguido, sobre a má influência do islão no mundo ocidental e o tribunal considera que a mensagem do filme deve poder ser transmitida”, já que o deputado a quis passar no quadro do debate público.

“As declarações de Wilders são grosseiras e caluniosas (…) mas não constituem um incitamento ao ódio”, concluiu o juiz.

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Comentário + votado

O juiz e o réu

Provavelmente o juiz que o julgou e absolveu faria o mesmo ao autor de mein kampf.Agitam-se alguns ...

Tomás Guevara

23.06.2011 19:21

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