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Protestos pró-democracia são raríssimos no país

Líbia passou a noite em tumultos e tem manifestação amanhã

16.02.2011 - 08:52 Por PÚBLICO

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O Iémen, Argélia e, mais recentemente, o Bahrein (na foto) têm sido igualmente palco de manifestações contra os respectivos governos. O Iémen, Argélia e, mais recentemente, o Bahrein (na foto) têm sido igualmente palco de manifestações contra os respectivos governos. (Foto: Hamad I Mohammed/Reuters)
A Líbia viveu esta noite graves tumultos com centenas de pessoas em confronto com a polícia e apoiantes do regime de Muammar Khadafi na cidade de Benghazi, depois da prisão de um advogado conhecido com crítico férreo do governo.

Apesar de as autoridades terem entretanto libertado Fathi Terbil – que representa as famílias dos prisioneiros alegadamente massacrados pelas forças de segurança líbias na prisão de Abu Slim em 1996 – os protestos continuaram por toda a noite.

O director do hospital Al-Jala, de Benghazi, disse à AFP que nos confrontos ficaram feridas 38 pessoas. Anteriormente, o jornal privado "Qurnya" relatava na sua edição online a ocorrência de 14 feridos, dez deles polícias.

Testemunhos colhidos pelas agências noticiosas registam que umas duas mil pessoas estiveram envolvidas neste protesto, um incidente raríssimo na Líbia, que ecoam os movimentos pró-democracia que estão a espalhar-se ao longo desta última semana pelos países árabes, tendo levado já à capitulação dos regimes autoritários de décadas na Tunísia e Egipto.

O Iémen, Argélia e, mais recentemente, o Bahrein têm sido igualmente palco de manifestações contra os respectivos governos.

Nos tumultos de ontem à noite, os manifestantes atiraram pedras e coktails molotov contra a polícia que respondeu com canhões de água, gás lacrimogéneo e balas de borracha. Está a ser convocada uma manifestação na capital líbia, Trípoli, para amanhã.

A televisão estatal líbia reporta que por todo o país houve manifestações de apoio a Khadafi, o qual governa o país – importante exportador de petróleo – há mais de 40 anos.

Benghazi é um núcleo raro no país de antagonismo a Khadafi, onde muita da população não apoiou a ascensão ao poder no líder líbio no golpe militar de 1969. Desde então a região tem sido mantida fora da distribuição de riqueza obtida pelo país com os lucros do petróleo, o que aprofundou o descontentamento.

Libertação de prisioneiros

Já esta manhã, foi anunciado que as autoridades líbias vão libertar 110 pessoas presas por pertencerem a uma organização islâmica banida no país. Estes prisioneiros são os últimos do grupo ainda mantidos em detenção em Abu Salim, precisou o director da organização de defesa dos direitos humanos líbia, Mohamed Ternish, o qual fez o anúncio da iminente libertação.

Centenas de outras pessoas supostamente envolvidas com o Grupo Islâmico Líbia tinham sido libertadas no ano passado, após a organização ter renunciado à violência. A maior parte destes prisioneiros são oriundos de Benghazi, região à qual a maioria regressou após a libertação.

Notícia actualizada às 12h10

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Khadafi a precisar de asilo?

Muhahahaha, sempre bom manter o bom humor à la tuga, cérebro lavado pela inveja ocidental, querem o ...

Carlos - Londres

16.02.2011 12:22

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