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Balanço oficial dá conta de 61 mortos em seis dias de confrontos

Líbano: Tripoli palco de novos combates entre sunitas e xiitas

12.05.2008 - 18:18 Por Agências

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Sunitas armados junto a uma barricada erguida à entrada do seu bairro Sunitas armados junto a uma barricada erguida à entrada do seu bairro (Khaled Hussein/Reuters)
Os combates regressaram hoje em Tripoli, principal cidade do Norte do Líbano, envolvendo milicianos próximos do movimento xiita Hezbollah e grupos armados sunitas leais ao Governo, numa altura em que a tensão entre as várias comunidades se agudiza.

Os combates, com recurso a metralhadoras pesadas e granadas, levaram mesmo o Exército libanês, que se tem mantido neutro, a retirar-se da cidade portuária, um dia depois de ter sido enviado para a zona como força de interposição.

As agências internacionais adiantam que um homem foi morto por uma bala perdida e seis milicianos ficaram feridos nos combates, mais intensos no bairro de Bab Tebbaneh, uma zona pobre habitada por sunitas, e na vizinha área xiita de Jebel Mohsen.

Os combates diminuíram de intensidade ao final da tarde, mas um fotógrafo da AFP que se deslocou a Bab Tebbaneh conta que atiradores furtivos se posicionaram em pontos estratégicos do bairro.

Já ontem, Tripoli, cidade de maioria sunita, tinha sido palco de combates entre grupos armados apoiantes do Governo e milícias alauitas, comunidade dissidente do xiismo que no Líbano permanece ao lado do Hezbollah.

“Não estamos contra ninguém. Queremos apenas defender os nossos territórios. Queremos que o Exército nos proteja e não deixe os alauitas aproximar-se”, explicou um homem que de arma em punho patrulhava o bairro.

Segundo o último balanço oficial, 61 pessoas morreram e 187 ficaram feridas nos combates registados desde quarta-feira passada e que representam já a pior onda de violência a atingir o país desde o final da guerra civil (1975-90).

Tudo começou com uma greve para contestar o aumento dos bens essenciais, tendo o Hezbollah aproveitado o descontentamento nas camadas pobres xiitas para denunciar o que considera ser a perseguição do Governo ao movimento, apoiado pela Síria e Irão. Em poucas horas, o grupo garantiu o controlo da metade oeste de Beirute e de vários pontos estratégicos do país e, apesar de já ter retirado, conseguiu provar que detém um poderio militar superior a qualquer outra comunidade.

Contudo, a coligação governamental anti-síria, apoiada pelo Ocidente, reafirmou que não vai dialogar com a oposição sob a ameaça das armas, recusando retomar as negociações para a escolha do futuro Presidente – questão no centro de uma crise política que se arrasta há vários meses. Por seu lado, o Hezbollah promete continuar a “desobediência civil” ao Governo, mantendo várias estradas bloqueadas, incluindo a que dá acesso ao aeroporto de Beirute, principal porta de entrada do país.

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Anónimo

13.05.2008 22:42

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