O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, conseguiu formar governo cinco meses depois das legislativas que deram a vitória ao bloco pró-ocidental e após difíceis negociações com a oposição, liderada pelo movimento xiita Hezbollah.
“O Governo de unidade nacional nasceu finalmente”, anunciou o dirigente sunita, dizendo que cabe ao novo executivo “provar ao mundo inteiro e aos libaneses” que consegue ultrapassar as divergências dos cinco últimos anos.
O bloco de Hariri, apoiado pela Arábia Saudita e Estados Unidos, nomeou metade dos 30 ministros, enquanto as formações lideradas pelo Hezbollah, apoiadas pelo Irão e Síria, ficam com dez representantes, sendo os restantes cinco escolhidos pelo Presidente Michel Sleimane.
Segundo a fórmula acordada, nenhum das formações terá direito de veto – uma exigência do movimento xiita, que Hariri sempre rejeitou – cabendo ao chefe de Estado, um cristão maronita, arbitrar os diferendos.


