Kosovo: militares portugueses de prevenção em vésperas de eleições

14.11.2007 - 19:55 Por Lusa, PUBLICO.PT
Os militares portugueses no Kosovo "estão de prevenção" no aquartelamento de Pristina, em vésperas das eleições parlamentares de domingo, estando a situação a ser acompanhada "em permanência" pelo Estado-Maior General das Forças Armadas.
Em declarações à Lusa, o porta-voz do EMGFA afirmou à Lusa que, apesar da tensão resultante do aproximar das eleições, "não houve necessidade de tomar medidas excepcionais de segurança", mantendo-se os militares portugueses "de prevenção" na base de Slim Lines, nos arredores de Pristina.
Portugal tem 297 militares em Pristina – o maior contingente em missão no estrangeiro – composto por um batalhão do regimento de Infantaria 14, de Viseu, integrados na força multinacional destacada no Kosovo (Kfor). Os militares integram a “reserva táctica” da KFOR, podendo a ser chamados a intervir, por decisão do comando da força, em qualquer ponto do território.
A actual missão é considerada uma das mais delicadas desde a criação da Kfor, por coincidir com a fase final das negociações sobre o futuro estatuto do Kosovo, formalmente uma província da Sérvia, com uma população maioritariamente albanesa.
Além das legislativas, que a minoria sérvia promete boicotar, aproxima-se também o fim do prazo (10 de Dezembro) para a “troika” composta pelo UE, Rússia e EUA entregarem à ONU o relatório sobre os cenários para o futuro do território.
Os albaneses do Kosovo prometem declarar unilateralmente a independência se não houver um acordo que reconheça a soberania da província, com pouco mais de dois mil habitantes. Esta possibilidade é liminarmente rejeitada por Belgrado que considera o Kosovo o berço da Nação Sérvia – posição que conta com o apoio de Moscovo.
O Kosovo está sob administração da ONU desde a Primavera de 1999, após os bombardeamentos lançados pela NATO para pôr fim à campanha ordenada pelo então Presidente Slobodan Milosevic para esmagar a guerrilha separatista.

