"Um inquérito exaustivo poderá ser necessário" para esclarecer "o odioso assassinato" do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, declarou hoje o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, na cimeira árabe, a decorrer na Argélia.
"O odioso assassinato do ex-primeiro-ministro Hariri foi um golpe duro. Rafic Hariri era um patriota libanês, um homem de Estado de grande envergadura e uma presença muito importante na comunidade internacional", afirmou Annan num discurso perante os chefes de Estado reunidos por ocasião da 17ª cimeira da Liga Árabe.
"Conto publicar nos dias que se seguem o relatório da comissão de inquérito que foi criada após o seu assassinato. Um inquérito mais completo poderá igualmente ser necessário", afirmou.
Após os protestos populares que se seguiram ao assassinato de Rafic Hariri, em Fevereiro, a Síria aceitou retirar os 14 mil militares que mantinha no país vizinho. Até ao momento, Damasco retirou a totalidade dos oito mil soldados que mantinha no norte do Líbano, em Beirute, e nos arredores da capital. Metade destes efectivos já regressaram à Síria, enquanto os restantes foram reposicionados no Vale de Bekaa, no leste do Líbano.
Ontem, Kofi Annan afirmou esperar que a retirada das Forças Armadas e dos serviços secretos sírios esteja concluída até às eleições legislativas no país, previstas para Maio.



