Kim Jong-un, filho mais novo do ditador norte-coreano entra para a Comissão Nacional de Defesa

27.04.2009 - 10:47
O filho mais novo do líder norte-coreano Kim Jong-il, Kim Jong-un, entrou recentemente para a Comissão Nacional de Defesa, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap, ontem citada pela CNN e pelo "The New York Times".
Nascido entre 1983 e 1984, Kim Jong-un terá entre 25 e 26 anos, e tem sido ultimamente considerado por muitos analistas de Seul um provável sucessor do pai e do avô, Kim Il-sung. O mais novo da dinastia começa assim uma aprendizagem na mais poderosa instância da Coreia do Norte.
Há algumas décadas, Kim Jong-il foi de igual modo preparado para assumir o poder, começando por funções menores do Partido dos Trabalhadores da Coreia, até que em 1994 sucedeu ao "Grande Líder", quando este morreu.
Os órgãos sul-coreanos de informação apresentam muitas vezes notícias contraditórias sobre a família Kim e a própria agência Yonhap noticiara anteriormente que Kim Jong-un seria eleito em Março para o Parlamento, o que de facto não aconteceu.
Tem-se dito que o "Querido Líder" Kim Jong-il sofreu em Agosto do ano passado um acidente vascular-cerebral e que estará agora interessado em garantir a continuidade do poder, nomeadamente por meio de um dos seus três filhos.
O chefe do regime preside à Comissão Nacional de Defesa, na qual tem a companhia de dois dos seus principais colaboradores: Oh Geung-nyeol e Jang Seong-taek, sendo este último seu cunhado.
Do jovem agora chamado a entrar para a mesma comissão tem-se dito que gosta de basquetebol e que estudou na Escola Internacional de Berna, na Suíça.
O irmão mais velho, Kim Jong-nam, de 37 anos, chegara a ser a dada altura dado como o provável sucessor, mas parece que caiu em desgraça quando em 2001 foi apanhado a entrar ilegalmente no Japão com um falso passaporte dominicano, tendo dito às autoridades nipónicas que apenas pretendia visitar o parque de diversões que a multinacional Disney tem na área de Tóquio.
Quanto ao irmão do meio, Kim Johng-chol, de 27 anos, foi dito por um antigo chefe de suchi da casa presidencial, Kenji Fujimoto, que o pai o considera "efeminado"; e notícias recentes da Coreia do Sul e do Japão dão-no como cronicamente doente.


